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"É absolutamente mentira que docentes queiram fazer greve às avaliações"

O dirigente da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) garante que a classe docente quer resolver o problema ainda antes do início do terceiro período. No entanto, também deixa claro que se o Governo não se mostrar disponível para iniciar negociações, então os alunos vão ser prejudicados.

"É absolutamente mentira que docentes queiram fazer greve às avaliações"
Notícias ao Minuto

12:19 - 15/02/19 por Patrícia Martins Carvalho 

País Mário Nogueira

No segundo dia da greve dos funcionários da Administração Pública, Mário Nogueira fez um balanço da paralisação no que às escolas diz respeito.

À porta da Escola Básica Martim de Freitas, em Coimbra, o sindicalista garantiu que, às 11h30, “mais de 90% das escolas de todo o país” estavam encerradas, números que “mostram bem o protesto que os funcionários da Administração Pública estão a manifestar [no que concerne à Educação] relativamente à política de desinvestimento do Governo”.

Em declarações aos jornalistas, Mário Nogueira lamentou que, “neste momento”, exista um “bloqueio negocial completo” por parte do Executivo que, recordou, “está obrigado, já por força do Orçamento do Estado em vigor, a abrir negociações” com o corpo docente para, assim, evitar complicações no último período do ano letivo.

E quanto a este tema, o dirigente sindical foi claro: “É absolutamente mentira que os professores queiram fazer greve às avaliações. Isto não é verdade, porque se fosse com certeza estaríamos agora calados à espera que o segundo período passasse e chegássemos ao terceiro”.

Apesar de não ser essa a intenção dos professores, Mário Nogueira garante que se assim tiver de ser, então será e a culpa será “inteiramente do Governo”.

“O que temos dito é que só há uma forma de evitar que a intranquilidade se instale no momento mais importante para as escolas que é o momento da avaliação: é abrir a negociação”, afirmou, garantindo que se o Executivo continuar a evitar conversar com os professores então “com certeza será um terceiro período muito complicado”.

Se novas formas de luta que possam surgir na fase final do ano letivo vão prejudicar os alunos? “Eventualmente vão e a responsabilidade é completa e inteiramente do Governo porque pode negociar agora”, atirou antes de rematar com um aviso: “Só haverá intranquilidade no terceiro período se não houver negociação”.

Recorde-se que os funcionários da Administração Pública estão em greve, desde ontem, em protesto com o facto de o Governo prolongar o congelamento salarial por mais um ano, aumentando apenas o nível remuneratório mais baixo, de 580 para 635,07 euros, na sequência do aumento do salário mínimo nacional para os 600 euros.

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