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Há greve na Função Pública. Escolas fechadas e atos médicos cancelados

Os trabalhadores da administração pública estão hoje em greve por aumentos salariais, o que poderá levar ao encerramento de escolas e serviços municipais, ao cancelamento de atos médicos e comprometer o funcionamento de tribunais e finanças.

Há greve na Função Pública. Escolas fechadas e atos médicos cancelados
Notícias ao Minuto

06:40 - 26/10/18 por Lusa

País Estado

As três estruturas sindicais que convocaram a paralisação manifestaram à agência Lusa a convicção de que esta vai ser uma grande greve nacional na administração pública, tendo em conta o descontentamento demonstrado pelos trabalhadores.

Os primeiros resultados do protesto sentiram-se na ainda na quinta-feira à noite nos hospitais, com a mudança de turno das 23h00, e nos serviços de saneamento das autarquias, onde a recolha de lixo começa a partir das 22h30.

De acordo com dados avançados à Lusa pelas 23h00 pelo presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, José Correia, os serviços de recolha noturna de lixo em Évora, Seixal, Setúbal, Moita e Palmela "estão todos encerrados".

Também mais de duas dezenas de hospitais de várias zonas do país estavam com uma adesão à greve entre os 60% e os 100%, segundo alguns dados fornecidos já na manhã de sexta-feira pela Frente Comum.

Várias escolas de todo o país estão de portas fechadas devido à greve, de acordo com a sindicalista da UGT Lucinda Dâmaso.

Inicialmente a greve foi convocada pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (ligada à CGTP) para pressionar o Governo a incluir no Orçamento do Estado para 2019 (OE2019) a verba necessária para aumentar os trabalhadores da função pública, cujos salários estão congelados desde 2009.

Mas, após a última ronda negocial no Ministério das Finanças, no dia 12, a Federação de Sindicatos da Administração Pública e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, ambos filiados na UGT, anunciaram que também iriam emitir pré-avisos de greve para o mesmo dia, tendo em conta a falta de propostas do Governo, liderado pelo socialista António Costa.

Na quinta-feira à noite, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, disse esperar uma "grande adesão" dos funcionários públicos à paralisação, que mostre ao Governo a "forte indignação" do setor.

"Creio que esta greve da administração pública vai ter uma grande adesão dos trabalhadores, quer no continente, quer nas regiões autónomas, desde logo porque se sentem indignados", afirmou Arménio Carlos, em declarações à agência Lusa, junto às instalações dos Serviços Intermunicipalizados de Águas e Resíduos dos Municípios de Loures e Odivelas.

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