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MAI garante que quadro de apoio vai ajudar a fazer face aos prejuízos

O ministro da Administração Interna garantiu hoje que o quadro de apoio que foi aprovado esta semana em Conselho de Ministros irá apoiar as pessoas que sofreram prejuízos com a tempestade Leslie.

MAI garante que quadro de apoio vai ajudar a fazer face aos prejuízos
Notícias ao Minuto

16:49 - 20/10/18 por Lusa

País Mau Tempo

Na visita à Praia da Vieira, na freguesia de Vieira de Leiria, no concelho da Marinha Grande, distrito de Leiria, onde falou com algumas pessoas que sofreram prejuízos com a tempestade Leslie, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, afirmou que tem existido um "grande trabalho da Comissão de Coordenação Regional", constatando que há um "quadro de apoio que foi aprovado esta semana em Conselho de Ministros".

Não querendo avançar com o valor dos prejuízos calculados até ao momento, por serem dados ainda "preliminares", Eduardo Cabrita salientou que "vão ter apoios todos aqueles que preencherem as condições de qualificação".

Segundo o ministro estão a ser mobilizados vários apoios, como "os programas próprios da agricultura, a utilização de fundos europeus geridos nacionalmente, o fundo de emergência municipal".

"Já aprovámos os dois instrumentos que eram necessários para simplificar a contratação e para acionar esses mecanismos de apoio. Neste momento, o trabalho está a decorrer com o Ministério da Agricultura, com as Comissões de Coordenação Regional, num trabalho de muita proximidade com todas as autarquias da região", reforçou o governante.

Eduardo Cabrito disse ainda que, em colaboração com a Comissão de Coordenação Regional e com a participação de todas as autarquias da região, foi possível avaliar os prejuízos.

A aprovação de "um decreto lei que simplifica mecanismos de contratação pública por ajuste direito, em alguns casos até por dispensa de visto, e por outro lado que identifica vários mecanismos de apoio" irá apoiar os lesados, informou.

Eduardo Cabrita considerou que a população teve uma atitude de segurança ao respeitar os avisos que foram dados pela Proteção Civil ao longo do dia da passagem da tempestade Leslie. "Quando temos prejuízos que afetam empresas e as pessoas não podemos dizer que tudo corre bem. O que correu bem aqui foi que, face aos avisos da proteção civil, face à forma como a comunicação social participou intensamente na sua divulgação ao longo do dia de sábado, foi possível na generalidade dos casos respeitar regras de segurança."

"Diria que genericamente os cidadãos compreenderam, aqui como noutros fenómenos, que a segurança coletiva é uma responsabilidade do Estado, das instituições quer a nível central e local, mas também é algo que passa por esta consciência coletiva. E esta consciência coletiva é que permite que num fenómeno desta gravidade não tenhamos tido vítimas mortais a registar", destacou o ministro.

O ministro afirmou que este fenómeno "tem características muito invulgares em Portugal" e nem é hábito "afetar este lado do Oceano Atlântico".

Os prejuízos causados pela tempestade Leslie na região Centro ultrapassam os 80 milhões de euros, de acordo com os dados preliminares avançados pelas câmaras municipais mais afetadas.

A Câmara da Marinha Grande estimou que os prejuízos provocados pelo furacão Leslie, com especial incidência na Praia da Vieira, rondam os cinco milhões de euros, numa zona onde o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas teve de encerrar algumas estradas florestais devido ao risco de queda de árvores.

A passagem da tempestade tropical Leslie nas zonas mais afetadas de Portugal terá causado ventos de 180 a 190 quilómetros/hora, superiores aos registados nas estações meteorológicas oficiais, segundo estimativa do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Na Figueira da Foz, a rajada de 176km/hora foi a mais elevada registada nas estações meteorológicas do IPMA, em Portugal.

A passagem do Leslie por Portugal, no último fim de semana, onde chegou como tempestade tropical, provocou 28 feridos ligeiros e 61 desalojados.

A Proteção Civil mobilizou 8.217 operacionais, que tiverem de responder a 2.495 ocorrências, sobretudo queda de árvores e de estruturas e deslizamento de terras.

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