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Rosa Grilo diz que marido foi morto por angolanos por causa de diamantes

A mulher do triatleta que foi assassinado contou uma nova versão dos factos que tiveram lugar em julho passado.

Rosa Grilo diz que marido foi morto por angolanos por causa de diamantes

Rosa Grilo está presa preventivamente por ser suspeita de ter assassinado o marido com a ajuda do alegado amante. Luís Grilo, recorde-se, era triatleta e foi dado como desaparecido pela própria mulher a 16 de julho, tendo sido encontrado em agosto já sem vida, com um saco na cabeça e sem roupa.

A principal suspeita do crime foi entrevistada em exclusivo por uma jornalista da SIC durante uma visita à prisão e contou a sua versão dos factos que, garante, ser a verdadeira.

Segundo a mulher, Luís Grilo andava a receber ameaças por telefone. O homem não lhe quis contar o porquê, mas Rosa logo desconfiou que estariam relacionadas com uns “diamantes pequeninos” que Luís havia trazido de Angola, onde tinha estado há oito anos. 

Por ser uma situação que lhe causava algum receio, Rosa diz que roubou a arma de fogo a António Félix Joaquim de quem era “amiga colorida” há dois anos.

No dia 16 de julho, Rosa e Luís estavam sozinhos em casa quando ouviram bater à porta. Luís abriu e logo se deparou com três indivíduos – dois angolanos e um “branco” - que lhe perguntaram pelas “encomendas”.

Foi então, diz Rosa, que teve certeza de que procuravam pelos diamantes. Mas Luís recusou responder e os dois angolanos dirigiram-se à casa em Benavila com Rosa para procurarem os diamantes - em Vila Franca de Xira ficou o "branco" com Luís. Mas não encontraram nada.

Regressaram então à habitação do casal onde Rosa e Luís foram agredidos até que o homem disse que as “encomendas” estavam na garagem, no local onde a mulher tinha guardado a arma. Um dos indivíduos pegou em Rosa e levou-a até à garagem, mas não sabemos o que ali diz ter acontecido, porque a mulher não contou à jornalista da SIC.

O que sabemos, segundo a versão da própria, é que ela e o marido terão sido amarrados na cozinha onde um dos homens deu um tiro na parte de trás da cabeça de Luís. Devido ao disparo, o homem caiu no colo de Rosa e como ainda estava vivo deram-lhe outro tiro, desta feita no lado direito da cabeça – tudo terá acontecido pelas 15h00.

Nesta senda, os homens ter-lhe-ão pedido roupa e sacos de plástico para esconder o corpo. Rosa diz que avisou os alegados sequestradores e homicidas de que o filho estaria quase a chegar a casa. Os dois angolanos terão então saído de cena com o corpo de Luís, mas o “branco” ficou, obrigando Rosa a limpar tudo e a não contar nada.

A mulher garante que quando o filho chegou, o homem encontrava-se no piso superior da casa e o sangue derramado na cozinha há havia desaparecido.

Depois, o suspeito ameaçou-a e ter-lhe-á dito o que deveria fazer, incluindo apresentar queixa do desaparecimento de Luís e desfazer-se da bicicleta que, contou à SIC, atirou para o rio na ponte de Alverca.

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