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"Não achamos justo que o Lux Frágil tenha sido acusado de discriminação"

Discoteca lisboeta reagiu à denúncia da atleta Patrícia Mamona. Lux Frágil diz que defende "princípios opostos e entre esses princípios está certamente a liberdade".

"Não achamos justo que o Lux Frágil tenha sido acusado de discriminação"
Notícias ao Minuto

19:26 - 14/09/18 por Pedro Bastos Reis 

País Racismo

A discoteca Lux Fragil reagiu às críticas da atleta Patrícia Mamona, que relatou uma situação da última madrugada em que o seu grupo de amigos foi “tratado de forma diferente”, assim como ao debate que se gerou em torno do racismo nos critérios de seleção de entrada de pessoas nas discotecas, e negou as acusações de discriminação.

Numa publicação na rede social Facebook, e sem referir o nome de Patrícia Mamona, o Lux Fragil diz que não considera justas as acusações de discriminação, que contrariam os princípios da discoteca.

“Não gostámos, não queríamos e não achamos justo que o Lux Frágil tenha sido acusado de discriminação. Defendemos princípios opostos e entre esses princípios está certamente a liberdade”, lê-se na publicação.

Esta sexta-feira, a atleta do Sporting recorreu às redes sociais para denunciar um caso de eventual discriminação na entrada do seu grupo de amigos na discoteca Lux Frágil. "Quando vês pessoal a entrar de chinelos e sem convite, mas (vou ser simpática) te tratam de maneira diferente porque tu e os teus 'black friends' bem vestidos não se enquadram no perfil da Lux. Triste, mas acontece…", escreveu Patrícia Mamona.

Horas depois, a atleta frisou que não sabe se a situação porque passou foi “racismo ou não” mas não deixou de salientar que “provavelmente” houve discriminação. Patrícia Mamona pediu ainda para não ser comparada a Serena Williams, tenista norte-americana que está no centro de uma polémica com o árbitro Carlos Ramos.

Apesar de depois da denúncia a atleta ter sublinhado que a "situação foi facilmente resolvida da maneira que achamos correta", o caso relatado pela atleta trouxe para o palco mediático a discussão em torno do racismo nos critérios de admissão de entradas em algumas discotecas, tendo sido recordado, entre outros, o caso do atleta olímpico Nelson Évora, impedido de entrar, em 2014, no Urban Beach porque, de acordo com o segurança, no seu grupo tinha “demasiados pretos". 

Perante esta discussão em torno da discriminação e do racismo, a discoteca Lux Frágil fez ainda questão de pedir que “prevaleça então o direito de cada um de exprimir o que sente e de dizer aquilo que não queremos ouvir. Esse direito é uma boa definição de liberdade”.

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