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Ministro sem resposta a pergunta do CDS sobre consequências para CEME

O ministro da Defesa deixou hoje, no parlamento, sem resposta direta a pergunta do CDS-PP sobre que consequências retirará se se provar que o Chefe do Estado-Maior do Exército deu informações erradas sobre o caso de Tancos.

Ministro sem resposta a pergunta do CDS sobre consequências para CEME
Notícias ao Minuto

19:30 - 17/07/18 por Lusa

País Tancos

A pergunta foi feita pelo deputado João Rebelo a meio de uma audição ao ministro Azeredo Lopes na Comissão de Defesa Nacional centrada no caso do roubo de armamento nos paióis de Tancos, há mais de um ano, depois de o semanário Expresso ter revelado que nem todo o material foi ainda recolhido e existem discrepâncias.

Para João Rebelo, foi explicado que havia "erros de inventário", que "se sabe que há graves deficiências na elaboração de inventários", não podendo sequer dizer-se que "todo o material foi recuperado".

"E isso é grave, muito grave", afirmou.

A pergunta veio depois: "Se se confirmar essa discrepância [de números] e que a informação prestada pelo Chefe do Estado-Maior do Exército a si e ao parlamento é informação errada", "que consequências é que o ministro retira", questionou.

Azeredo Lopes deu outras explicações e João Rebelo insistiu a lembrar que não tinha obtido resposta.

O ministro admitiu que, antes, já recebera informações incorretas da parte do Exército, logo no início do caso, mas elogiou também as "medidas draconianas" do ramo para reforçar as medidas de segurança nos paióis.

Entretanto, o deputado do PS Ascenso Simões avisou que o ministro já tinha ultrapassado o tempo de intervenção e a resposta ficou por ali.

Azeredo Lopes acabou, portanto, por não dar uma resposta direta sobre o que pretende fazer caso se confirme que a informação prestada pelo general Rovisco Duarte não foi a certa.

Hoje, na comissão, o ministro da Defesa afirmou que não teve conhecimento da "alegada discrepância" quanto à recuperação do material militar furtado em Tancos e que aguarda "calmamente" uma "aclaração" por parte do Ministério Público.

"Obviamente não tive conhecimento dessa alegada discrepância", referiu José Azeredo Lopes, em resposta ao deputado do PSD Pedro Roque.

Referindo-se aos acórdãos do Ministério Público nos quais se baseia a notícia do Expresso, Azeredo Lopes disse que foram, entretanto, publicados e "irá verificar".

O ministro da Defesa disse que o Chefe do Estado-Maior do Exército e o Ministério da Defesa "tinham e têm a incumbência" de prestar toda a colaboração para com as entidades que conduzem a investigação e, sublinhou, "até agora" não ouviu nenhuma queixa.

"Temos de presumir que a investigação está a decorrer de forma adequada", disse.

À esquerda, João Vasconcelos, deputado do BE, perguntou ao ministro sobre "este folhetim" de Tancos, em que é preciso saber-se "o que aconteceu" e "chegar ao fim do processo".

Já Jorge Machado, do PCP, fez, segundo o próprio, uma "única pergunta", que era saber se a notícia do Expresso é ou não verdadeira.

"O senhor ministro tem a obrigação de responder à pergunta", afirmou Jorge Machado, lembrando que, quando foi encontrado parte do material roubado, Azeredo Lopes fez declarações públicas sobre o assunto.

Pelo PS, o deputado José Miguel Medeiros considerou que "não há dados novos" e que a matéria não tem "do lado do Governo, nada a acrescentar".

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