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Reabilitação do bairro de Pereiró/CTT deve ficar concluída em 2019

A reabilitação do bairro de "Pereiró -- CTT", construído em 1955 na freguesia de Ramalde, no Porto, começou em abril e deve ficar pronta em outubro de 2019, revelou hoje a autarquia no seu portal de notícias.

Reabilitação do bairro de Pereiró/CTT deve ficar concluída em 2019
Notícias ao Minuto

11:53 - 13/06/18 por Lusa

País Porto

"Está em curso a reabilitação do Bairro de Pereiró - CTT (vulgo Bairro dos Correios). As obras iniciadas em abril permitirão devolver dignidade ao conjunto habitacional de dois blocos construído em 1955. Com um prazo contratual de 480 dias [cerca de 16 meses], a empreitada representa um investimento na ordem dos 2,4 milhões de euros", escreve a Câmara do Porto na sua página da Internet.

A autarquia acrescenta que, depois da recuperação, o bairro de 64 fogos e 67 moradores ficará com um total de 60 casas: "o Bloco A ficará dotado de 32 fogos (16 T1 e 16 T2) e o Bloco B passará a ter 28 habitações (12 T1, 12 T2 e quatro T3).

De acordo com a Câmara, "numa primeira fase, a intervenção incide sobre o Bloco A, com trabalhos ao nível de coberturas, tratamento de fachadas, interiores das habitações e redes de abastecimento de água, saneamento, gás, ventilação, eletricidade e telecomunicações".

"Prevê-se o regresso dos moradores às suas habitações no início do próximo ano", acrescenta o município.

Construído em 1955 e ocupado por trabalhadores dos correios, que pagavam "rendas económicas" à câmara, o bairro de Pereiró foi, durante anos, alvo da falta de acordo entre a autarquia e os CTT sobre as responsabilidades relacionadas com a manutenção do complexo, levando à degradação do espaço.

Em 2012, durante o mandato do social-democrata Rui Rio, a Câmara e os CTT assinaram um protocolo para determinar o município como único responsável do bairro, nomeadamente relativamente a obras e gestão dos moradores.

De acordo com o documento então assinado, os CTT comprometiam-se a participar com 500 mil euros no processo de recuperação ou de realojamento dos moradores.

A autarquia solicitou, na altura, um estudo à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto para avaliar se os blocos habitacionais podiam ser recuperados ou se teriam de ser demolidos.

Em janeiro de 2014, no primeiro mandato do independente Rui Moreira como presidente da Câmara do Porto, o então vereador da Habitação, Manuel Pizarro (PS) anunciou a intenção da Câmara em reabilitar o bairro, recusando a possibilidade de demolição.

Na ocasião, Pizarro garantiu que um estudo feito ao complexo confirma "que o bairro é recuperável", alertando que a operação precisava de "financiamento", já que a comparticipação dos CTT não seria suficiente para a recuperação.

No seu portal, a Câmara lembra hoje que "este projeto de reabilitação coloca o ponto final num processo complexo".

"Em acordo firmado em 1955, a Câmara disponibilizava o terreno e os CTT suportavam o custo da construção do bairro", descreve.

A autarquia indica ainda que "as habitações foram ocupadas por trabalhadores designados pelos CTT, em regime de renda económica, paga ao município, pelo que nos registos existentes na Domus Social apenas constava o nome do concessionário, a quem é endereçado o recibo de renda".

"Só em 2012, e após diversas tentativas frustradas de negociação entre as duas entidades, foi finalmente assinado um protocolo entre a Câmara e os CTT, que veio clarificar em definitivo a posse do edificado, a sua utilização e manutenção", observa a Câmara do Porto.

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