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Diretor da Cirurgia Cardiotorácica defende aumento da eficiência do SNS

O cirurgião cardiotorácico Manuel Antunes considera o Serviço Nacional de Saúde (SNS) fundamental para Portugal, mas defende o aumento da sua eficiência e melhor remuneração aos médicos que se dedicarem a tempo integral.

Diretor da Cirurgia Cardiotorácica defende aumento da eficiência do SNS
Notícias ao Minuto

07:48 - 09/06/18 por Lusa

País Coimbra

"Temos de tornar o SNS mais eficiente, pois é muito ineficiente e há muito desperdício, o que quer dizer que podíamos com o mesmo dinheiro fazer bem mais, mas mesmo assim isso não vai chegar e temos de encontrar outras formas de financiamento", disse o diretor do Centro de Cirurgia Cardiotorácica do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Manuel Antunes, que, em julho, passa à condição de aposentado, por atingir o limite de idade, entende que o atual estatuto profissional "não serve o serviço público nem os próprios médicos" e defende a modificação da lei.

Para o cirurgião e professor universitário, "esta confusão grande, para não usar um termo mais desagradável, entre a prestação de serviço privado e público não serve a ninguém".

"Sou contra os que abusam do sistema legal, ou que até prevaricam, mas o SNS paga pouco aos médicos, que como profissionais liberais têm capacidade para no privado terem rendimentos que são completamente diferentes, pelo que se dá preferência ao privado", disse.

Segundo Manuel Antunes, "num hospital como este [CHUC] podia-se reduzir a força médica a metade, usando o mesmo dinheiro para pagar mais aos que ficam e com isso encorajava-se a dedicação integral".

Apesar de tudo, o cirurgião cardiotorácico continua a acreditar no SNS e a considerá-lo um serviço público "absolutamente fundamental e essencial, que deve funcionar como primeira escolha" dos portugueses.

No entanto, o médico considera que o setor privado, convencionado e social "tem lugar na prestação de serviços, porque o SNS tal como está construído não tinha capacidade para ser o único prestador de serviços no país".

"Não há dinheiro para isso. O PIB todo do Estado se calhar não chegava e, portanto, os 10% que o Estado e os próprios doentes gastam em saúde é curto para aquilo que queremos, mas não temos possibilidade de dar mais", salientou.

As pessoas que dizem que "é preciso mais dinheiro na saúde têm de dizer onde se vai buscar o dinheiro", refere Manuel Antunes.

Por outro lado, refere, "as tecnologias têm aumentado muito e são caríssimas, e, ultimamente, aumentaram os custos com os medicamentos para o tratamento da hepatite C, da SIDA e dos vários tipos de cancro, alguns dos quais são curáveis, além de uma população mais idosa, com mais doenças, que vive mais e vai consumir mais recursos".

Manuel Antunes chefia desde 21 de março de 1988 o Serviço de Cirurgia Cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra, que se afirmou nas áreas da transplantação cardíaca e da reparação da válvula mitral e que foi responsável, desde logo, pela eliminação da lista de espera para cirurgia cardíaca e torácica existente no Centro do país.

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