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"Montando um burro com uma sirene no dorso participei num protesto"

O dirigente sindicalista José Alho despede-se do cargo de presidente da Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda.

"Montando um burro com uma sirene no dorso participei num protesto"
Notícias ao Minuto

21:57 - 17/05/18 por Patrícia Martins Carvalho

País José Alho

A poucos dias de completar o 57º aniversário, José Alho despede-se da liderança da Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda (ASPIG/GNR). A partir de agora é presidente da Assembleia-geral. 

Depois de “25 anos de atividade associativa permanente, 10 dos quais como presidente da ASPIG”, José Alho ‘passa a pasta’ a Rui Pereira, do destacamento de trânsito da GNR do Carregado, que foi eleito para o triénio 2018-2021.

Numa nota de despedida a que o Notícias ao Minuto teve acesso, o militar da GNR recorda que “foi em setembro de 2005 que, montando um burro com uma sirene no dorso” participou num “protesto que então dominou as atenções da concentração de profissionais das forças de segurança”.

Ao longo destes 10 anos de presidência da ASPIG, confessa José Alho, “não foram poucas as vezes” em que teve de “enfrentar o poder político e a hierarquia intransigente na defesa dos militares da Guarda que se sentiram negligenciados (…) devido a pacotes legislativos equívocos”.

A sua “irreverência”, “ousadia” e “determinação associativa” ao denunciar “situações degradantes no que concerne a instalações, viaturas ou abusos de alguns militares exercidos sobre os seus inferiores hierárquicos” valeram-lhe “inúmeros processos disciplinares e averiguações mandados instaurar por alguns comandantes gerais e por outros oficiais”.

Embora admita que “alguns erros marcaram uma tão longa e sinuosa caminhada associativa”, José Alho é perentório ao garantir que existe “satisfação pelos objetivos alcançados”.

Em jeito de despedida, o ora ex-presidente da ASPIG acredita que a nova direção “saberá dar ênfase a uma realidade incontornável que é o associativismo sócio-profissional da Guarda”, um tipo de associativismo “assente na livre discussão, independente e aberto aos problemas que afetam os profissionais da Guarda”.

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