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OMS pede "ação urgente" para acabar com desnutrição em África em 2030

A Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu hoje uma "ação urgente" para que em 2030 se consiga acabar com a desnutrição e instaurar uma cobertura universal de saúde em África, o que parece "pouco provável".

OMS pede "ação urgente" para acabar com desnutrição em África em 2030
Notícias ao Minuto

15:04 - 17/04/18 por Lusa

Mundo Nairobi

"Os dados atuais não indicam apenas que é improvável que se consigam cumprir os objetivos globais de nutrição em 2025, mas também que se acabe com todas as formas de desnutrição até 2030", disse a diretora da OMS para África, Matshidiso Moeti, num comunicado divulgado em Nairobi.

Em 2016, cerca de 59 milhões de crianças em África registavam atrasos no crescimento e à volta de 14 milhões apresentavam um peso baixo em relação à altura, o que é um forte indicador de mortalidades nos menores de cinco anos.

Por outro lado, o número de crianças obesas em 2014 era de 10 milhões, quase o dobro das existentes em 2000.

As principais causas da desnutrição em África são a pobreza, a fome e as doenças, fatores ligados à falta de educação, a instabilidade nas possibilidades de obter rendimento e a falta de acesso a serviços básicos, como a saúde, mas também a uma alimentação saudável e nutritiva.

"O peso de uma alimentação insuficiente continua a persistir na região africana e hoje o seu impacto é sentido juntamente com o excesso de peso, a obesidade e as doenças relacionadas com o regime alimentar em muitos agregados familiares pobres", explicou Felicitas Zawaira, diretora do departamento Família e Saúde Reprodutiva da OMS em África.

A deficiência de micronutrientes, que afeta o desenvolvimento das crianças pequenas, a saúde reprodutiva e a capacidade de trabalho, é outro dos fatores relacionados com a nutrição que afetam o continente.

"Melhorar de forma sustentável a nutrição exige ter em conta como produzir, distribuir e assegurar o acesso a dietas saudáveis e nutrientes essenciais, não apenas maiores quantidades de comida", alertou Zawaira.

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