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Democratas divulgam memorando sobre investigação de conspiração russa

Os democratas da Comissão de Serviços Secretos da Câmara dos Representantes divulgaram hoje a sua versão do relatório das atividades de vigilância do Departamento de Justiça e do FBI na investigação da alegada ingerência russa nas presidenciais norte-americanas de 2016.

Democratas divulgam memorando sobre investigação de conspiração russa
Notícias ao Minuto

00:01 - 25/02/18 por Lusa

Mundo EUA

O memorando democrata, de dez páginas, foi escrito pelo deputado Adam Schiff (California), o principal democrata na comissão, e a sua divulgação surge semanas depois de o presidente Donald Trump ter autorizado a divulgação da versão republicana do mesmo, na qual os conservadores alegavam ter havido abusos por parte dos investigadores em matéria de vigilância.

A 10 de fevereiro, o presidente norte-americano recusou a divulgação do documento democrata confidencial, que rejeita acusações de abuso de poder do FBI e do Departamento de Justiça na investigação da ingerência russa nas presidenciais, invocando razões de "segurança nacional". Os democratas exigiram que este documento fosse tornado público após uma iniciativa semelhante dos republicanos relativa ao seu próprio memorando sobre o mesmo caso, que mereceu o aval de Trump.

No documento hoje divulgado, os democratas acusam os republicanos da comissão de errarem ao afirmar que a investigação do FBI sobre as possíveis ligações da campanha de Trump com a Rússia resultou do chamado arquivo Steele, que supostamente continha afirmações não verificadas sobre as ligações de Trump com a Rússia.

O documento, que inclui bastantes omissões, pretende mostrar que as provas encontradas pelo FBI contradizem o testemunho do ex-assessor de política exterior da campanha de Trump, Carter Page, perante a Comissão de Serviços Secretos da Câmara dos Representantes.

Na sua refutação, agora pública, os democratas acusam os republicanos de tentarem difamar injustamente o FBI e o Departamento de Justiça.

Os republicanos argumentaram que Carter Page foi atacado injustamente porque a informação do autor do dossiê, o ex-espião britânico Christopher Steele, nunca foi apresentada perante o tribunal de vigilância, por ter sido paga pelos democratas.

No entanto, de acordo com o memorando dos democratas, os vínculos de Page com a Rússia já tinham captado a atenção das agências federais.

O FBI questionou Page sobre os seus "contactos nos serviços secretos russos" em março de 2016, lê-se no memorando, o mesmo mês em que foi nomeado assessor da campanha de Trump, e meses antes de Steele ter sido contratado para investigar o agora presidente norte-americano ou ter entrado em contacto com o FBI pela primeira vez.

O relatório dos republicanos -- cuja divulgação o Presidente autorizou, contrariando as advertências do FBI e do Departamento de Justiça - foi elaborado pelos elementos do partido da Comissão de Serviços Secretos da Câmara dos Representantes, presidida pelo republicano luso-descendente Devin Nunes.

O documento baseou-se em informação classificada como secreta e alega que o FBI abusou dos seus poderes de vigilância no decorrer da investigação à alegada ingerência da Rússia nas eleições presidenciais de 2016.

Ao permitir a publicação deste documento, parcial e tendencioso, de acordo com especialistas independentes, Trump causou a indignação da oposição democrata.

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