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A 15.ª vítima, o imã, suspeito em fuga e susto nas Ramblas: O que se sabe

Enquanto as autoridades espanholas prosseguem a investigação ao duplo atentado na Catalunha, as Ramblas de Barcelona viveram hoje um momento de susto. Reveja connosco o que se sabe até ao momento sobre o ataque roubou a vida a 15 pessoas, incluindo duas cidadãs portuguesas.

A 15.ª vítima, o imã, suspeito em fuga e susto nas Ramblas: O que se sabe
Notícias ao Minuto

14:45 - 21/08/17 por Pedro Filipe Pina

Mundo Barcelona

Foram 13 as vítimas mortais registadas nas Ramblas em Barcelona na última quinta-feira, às quais se juntou uma 14.ª vítima, num segundo ataque já na noite de quinta-feira, no passeio marítimo de Cambrils, em Tarragona. Entre estes dois ataques, porém, houve uma outra vítima mortal. Chama-se Pau Pérez e foi hoje confirmado oficialmente como a 15.ª vítima.

Pérez é um caso claro de alguém surpreendido no local errado, à hora errada, nas piores circunstâncias. O espanhol de 34 anos estaria a preparar-se para voltar a casa quando terá sido surpreendido por Younes Abouyaaqoub.

Younes, um jovem de 22 anos de origem marroquina, esteve a monte até ao início da tarde de hoje. É ele o principal suspeito de ter conduzido uma carrinha contra a multidão nas Ramblas.

O El Pais publicou hoje imagens de videovigilância que mostram Younes a atravessar um mercado ali próximo, após o ataque nas Ramblas.

Pérez seria encontrado ao final daquela fatídica quinta-feira morto, no banco de trás do próprio carro, com sinais de ter sido apunhalado. Momentos antes, o seu carro, um Ford Focus, falhara um controlo policial.

As autoridades estão convencidas de que era Younes quem seguia ao volante do Ford Focus, e de que foi Younes quem matou Pérez, tendo prosseguido depois a sua fuga. As autoridades espanholas ainda chegaram a admitir a hipótese de o principal suspeito ter saído do país e as forças de segurança de outros países foram alertadas para esta questão. 

Susto nas Ramblas e pedido das autoridades

Já ao final desta manhã de segunda-feira, as Ramblas voltaram a ser evacuadas. As autoridades encontrariam mais tarde uma simples "mala suspeita". O aparato policial, porém, foi notório. E coincidiu com um pedido que estava a ser feito à mesma hora pelas autoridades: partilhem o rosto e as características físicas de Younes, o principal suspeito.

O suspeito, alertavam ainda as autoridades, podia estar armado e era perigoso. A própria mãe já tinha feito um apelo público ao filho para que este se entregasse.

Mas durante a tarde, estes alertas foram cancelados. Depois de uma popular ter garantido às autoridades que tinha visto o suspeito na zona de Subirats, na zona de Alt Penedés (a cerca de uma hora de Barcelona), uma operação policial foi montada.

Pouco depois, sabia-se, através da imprensa que um homem tinha sido abatido e que podia tratar-se de Younes. Essa informação acabou por ser confirmada pelos Mossos d'Esquadra, forças de segurança espanholas, dando ainda conta de que tinha preso à cintura um cinto de explosivos falso.

O imã de todas as suspeitas

Entretanto, os investigadores vão compondo a cronologia dos acontecimentos. É neste ponto que outro nome tem surgido no caso, tendo sido referido na conferência de imprensa conduzida pelas autoridades espanholas esta manhã: trata-se de Abdelbaki Es Satty, imã de Ripoll.

O imã tem sido apontado como alegado mentor da célula terrorista que levou a cabo o ataque.

Abdelbaki terá deixado Ripoll e seguido para Alcanar, localidade onde se encontra a casa que terá servido de 'quartel-general' aos terroristas.

Foi nesta casa que as autoridades espanholas descobriram material que dava para "um ou vários atentados". Os planos dos terroristas seriam ainda mais mortíferos, mas uma explosão na quarta-feira, um dia antes do ataque, terá precipitado os acontecimentos. 

Duas pessoas terão morrido em Alcanar e, confirmaram as autoridades espanholas, o imã de Ripoll é uma delas. Entretanto, há quatro detidos até ao momento nesta investigação. 

O balanço das vítimas e o luto português

Além da confirmação da 15.ª vítima mortal, esta segunda-feira surgiu também novo balanço no que a feridos diz respeito: há nove pessoas feridas em estado considerado crítico na sequência dos atropelamentos nas Ramblas de Barcelona. Ainda em Barcelona. registam-se mais dez feridos em estado considerado grave. Já em Cambrils, onde decorreu um segundo atentado, há mais três feridos graves a registar.

Portugal perdeu duas cidadãs neste ataque. Avó e neta tinham acabado de chegar a Barcelona, como turistas, quando foram surpreendidas pelo ataque. A avó, de 74 anos, foi das primeiras pessoas a ser confirmada entre as vítimas mortais. A neta, de 20 anos, foi dada como desaparecida até ser confirmada a triste notícia de que também fazia parte dos óbitos a lamentar.

Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa representaram Portugal ao mais alto nível, tendo acompanhado respetivamente o Rei de Espanha e o primeiro-ministro espanhol nas cerimónias que decorreram no fim de semana na cidade catalã. 

Esta segunda-feira, durante a tarde, chegaram a Portugal os corpos das duas vítimas de nacionalidade portuguesa.

Histórias trágicas e de coragem

Enquanto as investigações prosseguem há histórias de coragem que têm marcado a atualidade. Um agente espanhol de férias em Cambrils com a família perseguiu um dos terroristas no local do segundo ataque. Mas mais dolorosa é a história de Harry Athwal, britânico que manteve nos braços um menino de sete anos, da idade do seu próprio filho.

O menino, Julian, acabaria por ser confirmado como uma das vítimas mortais do ataque. Enquanto as autoridades pediam, por entre os gritos de pânico das pessoas, que abandonassem as Ramblas, Harry, sem saber se corria risco de vida, assumiu que "não podia deixar o menino ali sozinho". Ficou com ele, nos últimos momentos de vida de uma criança assassinada por terroristas.

No entretanto, enquanto a investigação decorre, as Ramblas tornaram-se local de homenagem às vítimas e os tributos e as mensagens de solidariedade têm-se multiplicado.

Espanha, recorde-se, viveu o mais brutal ataque terrorista no país desde os atentados de 11 de Março de 2004, em Madrid. O alerta mantém-se elevado, em nível 4. A presença das forças policiais nas ruas é bem visível pelos relatos que chegam de Barcelona. O tempo é de dor e é de luto. Mas não é de medo

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