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Síria: Negociação entre governo e oposição tem avanço mínimo

A Organização das Nações Unidas (ONU) conseguiu um avanço mínimo na sexta ronda do diálogo de paz entre o governo e a oposição da Síria, mas não avançou em qualquer dos principais pontos da agenda estabelecida.

Síria: Negociação entre governo e oposição tem avanço mínimo
Notícias ao Minuto

22:48 - 19/05/17 por Lusa

Mundo ONU

Em artigo assinado, a jornalista Céline Aemisegger, da agência Efe, localizou aqueles avanços na promoção de reuniões de peritos sobre questões jurídicas e constitucionais na Síria.

"Estou satisfeito pelo facto de (...) este processo ter começado", afirmou hoje, em conferência de imprensa, ao fim de quatro dias de negociações em Genebra, o enviado especial da ONU, para a Síria, Staffan de Mistura.

Este político italo-sueco anunciou na quinta-feira o início de reuniões de peritos do seu gabinete com homólogos do governo sírio e outras com representantes da oposição. Esta iniciativa resulta de ter percebido a necessidade de "assegurar uma base constitucional e jurídica forte" para evitar um vazio durante qualquer fase do processo de transição pacífica.

Quinta-feira e hoje houve quatro reuniões técnicas, que serviram para identificar "temas complexos, opções".

De Mistura assegurou: "Não estamos a planear ou querer redigir uma nova Constituição para a Síria", porque isto "têm de o fazer os sírios, no contexto de uma solução política global", quando esta chegar.

O enviado especial sustentou que este passo dado pelas partes é uma boa notícia, porque quando chegar o momento de falar de uma nova Constituição, "já há trabalho feito", sublinhou.

As reuniões dos serviços de De Mistura com o governo e a oposição realizam-se em momentos diferentes, à semelhança do diálogo político formal.

Não obstante, De Mistura fracassou no seu esforço de incluir nas reuniões técnicas da ONU com o principal grupo oposicionista -- a Comissão Suprema para as Negociações (CSN) -- representantes das duas plataformas da oposição toleradas pelo regime de Damasco, designadas 'Cairo' e 'Moscovo'.

"Isto ainda não foi possível, mas vamos continuar a promover este esforço de unificação, porque isso enviaria um forte sinal de que a oposição está disposta e capaz de trabalhar junta", assinalou, instando as plataformas rivais a dar um passo nesta direção, uma vez que uma frente comum facilitaria o diálogo.

Como sucede nas negociações que decorrem sob a atenção dos meios de comunicação, tanto o governo, como a oposição, interpretaram de maneira diferente a importância e o objetivo das reuniões técnicas.

O negociador principal do regime sírio, Bashar Yafari, assegurou que a iniciativa era do governo sírio, e não da ONU, enfatizando que a abordagem de tratamento de assuntos constitucionais nestes encontros "não tem nada a ver" com qualquer avanço para uma eventual transição política na síria.

O representante da CSN, Naser Hariri, por sua vez, minimizou a importância do anúncio, garantindo que a oposição realizou durante as conversações cerca de 10 reuniões técnicas, pelo que não é nada de extraordinário.

Mostrou-se também incomodado por não se terem abordado em profundidade os quatro elementos da agenda acordada no final da quarta ronda negocial, designadamente o que é a sua principal prioridade, a saber, a transição política.

Além de uma nova Constituição, a agenda inclui a criação de um governo credível, inclusivo e não sectário, a realização de eleições livres e supervisionadas pela ONU e a luta contra o terrorismo.

Hariri acusou o governo sírio de "não ter oferecido nada de novo para alcançar uma solução política" e de "estar contra qualquer avanço para facilitar o trabalho sobre a transição".

Porém, exprimiu o desejo de conseguir mais avanços na próxima ronda negocial, em dia ainda por determinar do mês de junho, adiantou De Mistura.

Hariri queixou-se da falta de uma "pressão internacional real", que imponha prazos à negociação, para conseguir que Damasco se implique "seriamente" no processo político.

O mediador da ONU respondeu a esta queixa, dizendo que "a história não está escrita em datas limite criadas artificialmente", porque os acontecimentos no terreno na Síria "provavelmente vão mudar qualquer plano existente".

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