Governo afegão responde ao Paquistão. Combate ao terrorismo é "honesto"

O Governo afegão respondeu hoje ao Paquistão para assegurar que a sua luta antiterrorista é "honesta", após Islamabad ter sugerido a presença de insurgentes afegãos no seu território e na sequência de um atentado que provocou 80 mortos.

© Reuters
Mundo Presidente

"Sempre provámos a nossa honestidade na luta contra o terrorismo e esperamos que outros países provem a sua na luta contra os insurgentes", indicou em comunicado o Presidente afegão, Ashraf Gani.

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Gani assegurou ao país vizinho que o terrorismo constitui "uma ameaça comum que deve ser controlada" e sublinhou que o atentado de quinta-feira num tempo sufi no sul do Paquistão, com um balanço de 80 mortos, "contradiz os ensinamentos do islão e da humanidade".

O chefe do Executivo afegão, Abdullah Abdullah, também condenou o atentado através de uma mensagem na sua conta oficial na rede social Twitter, onde exprimiu solidariedade às vítimas o ataque terrorista e à população paquistanesa.

"Devemos lutar contra o terror!", sentenciou.

O Afeganistão tem acusado frequentemente o Paquistão de permitir que os talibãs e outros grupos insurgentes permaneçam em território paquistanês com total imunidade, enquanto promovem ações armadas no outro lado da fonteira.

O Paquistão anunciou na quinta-feira o encerramento da fronteira comum com o Afeganistão "por motivos de segurança", enquanto o chefe do exército paquistanês, Javed Bajwa, acusava "países hostis" que atuam a partir do Afeganistão de responsabilidade pelo ataque.

O mortífero atentado de quinta-feira num tempo sufi foi cometido por um bombista suicida e reivindicado pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI), que no passado já assumiu ações terroristas em território paquistanês.

A coincidir com esta polémica, um responsável oficial afegão disse hoje que o EI desencadeou um ataque contra postos de segurança afegãos matando 17 soldados.

O ataque ocorreu na noite de quinta para sexta-feira no distrito de Dih Bala, na província de Nangarhar (leste), precisou Ahmad Ali Hazrat, chefe do conselho provincial.

Hazrat disse que o EI atacou os postos militares a partir de três direções, provocando a morte de 17 soldados após várias horas de intensos combates.

O general Doulat Waziri, porta-voz do Ministério da Defesa, referiu que 21 membros do EI foram mortos nestes confrontos.

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