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Reféns? "Dezenas vivos. Não os podemos deixar", diz negociador israelita

Um responsável pelas negociações entre Telavive e o Hamas falou com a agência France-Presse, referindo que Israel não pode deixar as pessoas ou "vão morrer".

Reféns? "Dezenas vivos. Não os podemos deixar", diz negociador israelita
Notícias ao Minuto

21:13 - 17/06/24 por Notícias ao Minuto com Lusa

Mundo Israel/Palestina

Um dos responsáveis israelitas envolvido nas negociações para a libertação de reféns disse, esta segunda-feira, que Telavive não pode aceitar parar o conflito até que estas pessoas sejam libertadas.

Falando sob condição de anonimato, o mesmo responsável assegurou à agência France-Presse (AFP) que "dezenas [de reféns] estão vivos de certeza".

"Não podemos deixá-los lá muito tempo, ou vão morrer", referiu ainda.

Recorde-se que esta segunda-feira o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou a dissolução do gabinete de guerra, mecanismo criado em 11 de outubro para adotar as decisões sobre as operações militares na Faixa de Gaza.

A decisão, que terá sido anunciada pelo primeiro-ministro de Israel na noite de domingo durante uma reunião governamental, surge uma semana depois de Benny Gantz  e o seu parceiro Gadi Eisenkot terem abandonado o Gabinete de Guerra devido a divergências com Netanyahu.

Milhares de pessoas concentraram-se hoje frente ao parlamento israelita (Knesset) para exigir eleições antecipadas e um acordo de cessar-fogo com o movimento islamista palestiniano Hamas para a libertação dos reféns da Faixa de Gaza.

O conflito em curso na Faixa de Gaza foi desencadeado pelo ataque do grupo islamita Hamas em solo israelita de 7 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e duas centenas de reféns, segundo as autoridades israelitas. Mais de cem reféns, incluindo um número indeterminado de mortos, permanecem no enclave palestiniano.

Desde então, Telavive lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza que até ao momento mais de 37.300 mortos e pelo menos 82.500 feridos segundo o Hamas, classificado como "organização terrorista" por Israel, União Europeia e Estados Unidos.

Calcula-se ainda que 10.000 palestinianos permanecem soterrados nos escombros após cerca de oito meses de guerra, que também está a desencadear uma grave crise humanitária.

O conflito causou também quase dois milhões de deslocados, mergulhando o enclave palestiniano sobrepovoado e pobre numa grave crise humanitária, com mais de 1,1 milhões de pessoas numa "situação de fome catastrófica" que está a fazer vítimas -- "o número mais elevado alguma vez registado" pela ONU em estudos sobre segurança alimentar no mundo.

Também na Cisjordânia e em Jerusalém leste, ocupados por Israel, pelo menos 510 palestinianos foram mortos pelas forças israelitas ou por ataques de colonos desde 07 de outubro, para além de cerca de 9.000 detidos desde essa data.

Leia Também: Benjamin Netanyahu dissolve Gabinete de Guerra de Israel

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