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"Impossível descrever". Homem reencontra mãe 34 anos após ser raptado

Josenildo Marreira tinha apenas 11 anos quando foi levado por uma mulher desconhecida para outro estado do Brasil.

"Impossível descrever". Homem reencontra mãe 34 anos após ser raptado
Notícias ao Minuto

14:37 - 28/05/24 por Notícias ao Minuto

Mundo Brasil

Josenildo da Silva Marreira tinha 11 anos, em 1987, quando saiu de casa para vender quibe de arroz numa estrada de Rio Branco, capital do Acre, no Brasil. Na altura, era comum as crianças venderem alimentos na rua, principalmente na Amazónia, para ajudarem o sustento da família.

No fatídico dia em que foi raptado, o menino foi abordado por uma mulher misteriosa que lhe perguntou se ele não era filho de Francisco, um policial militar assassinado em 1983 por um grupo criminoso durante uma rixa num bar.

Apercebendo-se da revolta de Josenildo devido ao facto dos assassinos do pai nunca terem sido apanhados, a mulher atraiu o menino para dentro de um autocarro com promessas de o levar até eles.

O que ele não sabia é que acabara de embarcar num esquema de tráfico de crianças.

Josenildo acabou vendido a uma família de Florianópolis, no estado de Santa Catarina. Apesar de morar numa casa confortável, o menino não se adaptou e, um dia, quando a mãe adotiva o levou até um parque de diversões, fugiu.

Durante anos, viveu na rua e sobrevivia com a ajuda de pequenos assaltos, depois trabalhou em negócios agropecuários e do setor da pesca. Até que acabou novamente adotado e os pais deram-lhe um novo nome Francisco Araújo Tigre para o poderem registar e matricular na escola.

Enquanto isso, a mãe biológica, Iraci, procurava desesperadamente pelo filho mais velho. Sentia-se culpada por ter deixado o Josenildo a vender quibes sozinho. Além das autoridades, muitos foram os que se juntaram nas buscas, mas não havia pistas do menino.

O tempo foi passando, mas Iraci nunca perdeu a esperança. Até que, já adulto, Josenildo decidiu procurar a mãe biológica e foi até à rua onde foi raptado. Tudo estava diferente e sentiu-se perdido, até que, reconheceu uma porta e bateu. Era a casa da tia materna.

Após várias dúvidas por parte da família e até dos irmãos, que era muito pequenos quando ele desapareceu, Iraci foi chamada para tirar a prova dos nove e, mal o viu, não teve dúvidas. A mulher quase desmaiou de emoção, abraçou e beijou o filho, segundo o jornal O Globo, por "tempo indeterminado". A esta publicação brasileira a mulher admitiu que era "impossível descrever essa emoção". 

"Estou feliz, mas também sinto uma sensação estranha por ter ficado tanto tempo longe dele", revelou.

Apesar da certeza da mãe, Josenildo fez um teste de ADN para ter 100% de certezas de que era filho de Iraci. E era. Agora, ele passa o dia colado na mãe biológica.

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