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Médicos Sem Fronteiras criticam ataque indiscriminado contra civis

O presidente da Organização Não Governamental (ONG) Médicos Sem Fronteiras (MSF), Christos Christou, criticou hoje o bombardeamento "indiscriminado e desproporcional" de civis em Gaza por parte de Israel.

Médicos Sem Fronteiras criticam ataque indiscriminado contra civis
Notícias ao Minuto

07:36 - 28/05/24 por Lusa

Mundo Israel/Palestina

Christos Christou, em declarações no Clube da Camberra Press, na Austrália, lamentou a impunidade com a qual o direito humanitário internacional é violado naquele enclave palestiniano.

"Vimos no terreno um bombardeamento indiscriminado e desproporcional de civis, de crianças. Vimos o bloqueio da ajuda humanitária, ataques a hospitais, perdemos colegas. Não há ninguém seguro em Gaza", sublinhou.

O presidente dos MSF também apelou à Austrália e ao resto da comunidade internacional para imporem sanções a Israel como fariam a qualquer outro país que se recusasse a cumprir as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Mas, "o apoio expresso do governo australiano a um cessar-fogo soa vazio quando são eles que fornecem as armas que continuam a matar e mutilar em Gaza", disse Christou.

Os comentários do presidente de MSF -- que vai reunir-se na quarta-feira com a ministra dos Negócios Estrangeiros australiana, Penny Wong -- surgem após o ataque de Israel a um campo de deslocados em Rafah, localizado no sul da Faixa de Gaza, que causou pelo menos 45 mortos, incluindo mulheres e crianças, segundo as autoridades palestinianas

A ofensiva, através da qual Tel Aviv afirma ter matado dois líderes do grupo islâmico Hamas, ocorreu no domingo numa área anteriormente declarada segura por Israel.

Rafah continua a ser o foco da ofensiva israelita apesar da ordem do Tribunal Internacional de Justiça, emitida na sexta-feira, para o fim "imediato" da operação no referido território.

A guerra entre Israel e o Hamas, após o ataque do grupo terrorista contra vários pontos do território israelita, em 07 de outubro, causou mais de 37 mil mortos, entre mulheres, crianças e idosos, bem como jornalistas e trabalhadores humanitários, incluindo o australiano Zomi Frankcom.

Leia Também: Conselho de Segurança da ONU reúne-se de urgência após ataque em Rafah

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