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Pena mais cara do mundo leiloada por 26 mil euros na Nova Zelândia

A pena do pássaro huia, que deveria ser vendida por até 3.000 dólares neozelandeses (cerca de 1.692 euros), superou a estimativa e tornou-se a pena mais cara já vendida no mundo.

Pena mais cara do mundo leiloada por 26 mil euros na Nova Zelândia
Notícias ao Minuto

16:06 - 22/05/24 por Notícias ao Minuto

Mundo Webb’s

A única pena de um pássaro extinto da Nova Zelândia estabeleceu um recorde depois de ser vendida por 46.521 dólares neozelandeses (cerca de 26.237 euros) na segunda-feira, informou a casa de leilões responsável pela venda.

A ave foi vista oficialmente pela última vez no início do século 20 e as suas penas já foram vendidas antes por 8.400 dólares neozelandeses (cerca de 4.738 euros), de acordo com a casa de leilões Webb’s, citada pela BBC News.

A pena do pássaro, que deveria ser vendida por até 3.000 dólares neozelandeses (cerca de 1.692 euros), superou a estimativa e tornou-se a pena mais cara já vendida no mundo.

"Esta pena rara de huia é um belo exemplo da história natural de Aotearoa [nome dado à Nova Zelândia na língua Maori, o povo nativo do país] e lembra-nos da fragilidade do nosso ecossistema" afirmou Leah Morris, chefe de artes decorativas da casa de leilões com sede em Auckland, em comunicado.

Integrante da família das aves acácia, era apreciada por muitas pessoas. Para os Maori, as penas do pássaro era um símbolo de pertença a um 'status' elevado e a distinta plumagem com pontas brancas era usada em cocares cerimoniais.

Somente aqueles de posição superior tinham permissão para usar penas de huia nos cabelos ou nas orelhas, de acordo com o Museu da Nova Zelândia.

Além disso, as penas eram frequentemente trocadas por outros bens valiosos ou dadas como presentes para demonstrar amizade e respeito.

Segundo o museu, os neozelandeses europeus também passaram a ver a huia como um símbolo de prestígio e usavam as penas do animal como acessórios de moda. Também versões de peluche eram usadas como decoração em casas ricas.

A sua extinção aconteceu depois de vários caçadores Maori e europeus terem matado a ave em "grande número" durante o século XIX, para vender as penas a colecionadores e comerciantes de moda.

A "popularidade letal" cresceu ainda mais quando o duque e a duquesa de York foram fotografados com as penas nos chapéus durante uma viagem à Nova Zelândia em 1901.

"As pessoas ficaram meio frenéticas e decidiram que todos queriam uma pena de huia", revelou a chefe de artes decorativas da casa de leilões, sobre o evento.

Apesar das tentativas feitas por cientistas no início de 1900 para conservar as aves, estas falharam, e um plano do governo para enviar as huais para ilhas 'offshore' resultou em vendas de espécimes mortos, uma vez que era mais "lucrativo" do que mantê-las vivas.

Para participar no leilão, todos os potenciais compradores foram obrigados a fornecer uma licença do Ministério da Cultura e Património da Nova Zelândia antes da venda, realizada na segunda-feira.

Por ser um objeto de importância nacional, a pena só poderia ser adquirida por colecionadores licenciados e não poderia sair do país sem autorização do ministério.

Leia Também: Austrália e Nova Zelândia retiram mais de 300 pessoas da Nova Caledónia

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