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Kuleba garantiu em Varsóvia passagem da ajuda ocidental

O chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, deslocou-se hoje à capital da Polónia, Varsóvia, para garantir a passagem da ajuda ocidental através da fronteira entre os dois países, que está bloqueada por manifestantes polacos.

Kuleba garantiu em Varsóvia passagem da ajuda ocidental
Notícias ao Minuto

18:52 - 22/02/24 por Lusa

Mundo Guerra na Ucrânia

"Tive uma conversa franca" durante mais de uma hora com responsáveis do Governo polaco, anunciou Kuleba na rede social X (antigo Twitter).

Na mesma mensagem publicada na rede social, Kuleba agradeceu as "decisões que permitirão a entrega sem obstáculos de equipamento militar e humanitário à Ucrânia".

O governante sublinhou que Kyiv e Varsóvia "compreendem claramente" quem é o "inimigo comum", numa referência à Rússia, e procuram "resolver questões problemáticas".

A Polónia tem estado entre os maiores apoiantes da Ucrânia desde o início da invasão russa, mas as relações entre Varsóvia e Kyiv foram dificultadas nos últimos meses por disputas comerciais.

Depois de um longo bloqueio da fronteira por camionistas, os agricultores polacos iniciaram um protesto e bloquearam os pontos de passagem fronteiriços com a Ucrânia.

Os agricultores contestam as importações agroalimentares da Ucrânia, que consideram "descontroladas", assim como criticam a agricultura política europeia.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu na quarta-feira o agendamento de conversações entre os dois Governos na fronteira "antes de 24 de fevereiro" para resolver as tensões, que "só deixam Moscovo feliz".

O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, por seu lado, anunciou que uma reunião entre os executivos decorrerá "conforme acordado" no dia 28 de março, em Varsóvia.

Tusk anunciou também que a Polónia incluiria os pontos de passagem com a Ucrânia na lista de "infraestruturas críticas" para evitar perturbações que pudessem afetar a entrega de ajuda militar e humanitária.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Os aliados ocidentais da Ucrânia têm fornecido armas a Kyiv e aprovado sucessivos pacotes de sanções contra interesses russos para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra.

Leia Também: Kyiv insiste que ajuda dos EUA é essencial para resistir a invasão

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