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Ucrânia. EUA sancionam 'Carniceiro de Bucha' acusado de crimes na guerra

Os Estados Unidos sancionaram o coronel russo Azatbek Omurbekov, conhecido como o 'Carniceiro de Bucha', acusado de ter cometido graves violações dos direitos humanos na guerra na Ucrânia, divulgou hoje o Departamento de Estado norte-americano.

Ucrânia. EUA sancionam 'Carniceiro de Bucha' acusado de crimes na guerra
Notícias ao Minuto

06:44 - 21/11/23 por Lusa

Mundo Guerra na Ucrânia

Também Daniil Frolkin, um cabo do Exército russo que alegadamente participou na execução extrajudicial de um civil ucraniano desarmado em Andriivka (Donetsk), foi sancionado, de acordo com a mesma nota de imprensa do Governo dos EUA.

Omurbekov, Frolkin e os seus familiares diretos estão proibidos de entrar no território dos EUA, como resultado destas sanções.

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, sublinhou, citado no comunicado, que Omurbekov liderou uma brigada em Bucha, nos arredores de Kiev, onde mataram, desmembraram e queimaram civis durante a ocupação russa da cidade.

Após este massacre, o Presidente russo Vladimir Putin conferiu honras à brigada, promoveu Omurbekov e elogiou a sua liderança, acrescentou o secretário de Estado.

A localidade de Bucha ganhou notoriedade na fase inicial da guerra, depois de as tropas ucranianas terem conseguido expulsar os russos que, segundo Kiev, tinham massacrado a população local.

A Ucrânia localizou várias valas comuns na localidade, mas Moscovo tem afirmado que não teve nada a ver com este episódio.

"Os relatos de que Omurbekov e Frolkin estiveram envolvidos em graves violações dos direitos humanos, documentados por ONG [organizações não-governamentais] independentes, são sérios e credíveis", sublinhou o chefe da diplomacia norte-americana.

Para Blinken, as sanções são um sinal do compromisso do Governo liderado por Joe Biden "com a defesa dos direitos humanos e a responsabilização pelos crimes de guerra que a Rússia estaria a cometer na Ucrânia".

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Os aliados ocidentais da Ucrânia têm fornecido armas a Kiev e aprovado sucessivos pacotes de sanções contra interesses russos para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra.

Os Estados Unidos anunciaram hoje o envio de um novo pacote de armas, avaliado em 100 milhões de dólares (cerca de 91,4 milhões de euros), para ajudar a Ucrânia na sua defesa contra a Rússia.

Washington é o maior doador de assistência militar à Ucrânia, com mais de 43,9 mil milhões de dólares entregues desde o início da invasão ordenada por Putin.

Leia Também: EUA anunciam nova ajuda militar de 91 milhões de euros a Kyiv

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