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Manifestantes na Praça Maidan exigem mão dura com rebeldes

Milhares de pessoas concentradas na Praça Maidan, em Kiev, exigiram hoje ao presidente ucraniano, Petro Poroshenko, mão dura para com os rebeldes pró-russos e, também, para com os responsáveis da operação militar lançada contra os rebeldes.

Manifestantes na Praça Maidan exigem mão dura com rebeldes
Notícias ao Minuto

17:15 - 15/06/14 por Lusa

Mundo Ucrânia

A morte, no sábado, de 49 soldados ucranianos em Lugansk às mãos dos separatistas pró-russos reativou as exigências do movimento Maidan no sentido de que os responsáveis pela inoperância das forças de segurança sejam destituídos e de que se apurem responsabilidades, noticiou a agência Efe.

Esta tomada de posição é tomada mais de dois meses depois do início da operação antiterrorista, na qual um exército bem armado se confronta com um grupo de milicianos apoiado e treinado por mercenários profissionais, sem que consiga reprimir a rebelião pró-russa que eclodiu em meados de abril, em Donetsk e Lugansk, no sudoeste.

O número de soldados ucranianos mortos desde o início das operações militares ronda a centena, enquanto o dos civis ultrapassa os 200, segundo reconheceram as autoridades.

Na lista negra do Maidan estão todos os responsáveis pela operação antiterrorista: o ministro do Interior, Arsén Avákov, o da Defesa, Mijail Kóval, o chefe do Serviço de Segurança da Ucrânia, Valentín Naliváichenko, o chefe da Guarda de Fronteiras, Nikolái Litvín, e o fiscal geral, Oleg Majnitski.

"Não só exigimos a destituição destes cargos públicos, como também a investigação e punição dos responsáveis da situação em que a Ucrânia se encontra", disse Alexandr Ostápenko, membro do conselho social do Maidan.

A figura de Litvín, cujos homens deixaram centenas de quilómetros da fronteira russo-ucraniana nas mãos dos rebeldes, gera também animosidade entre os ativistas, que exigem a Poroshenko que aceite de imediato a demissão que aquele tinha apresentado, no sábado à noite, ao chefe dos guardas de fronteira.

"Senhor Poroshenko, instamo-lo a tomar uma decisão radical em relação a esta pessoa odiosa. Se não o fizer, fá-lo-emos nós", indicou Ostápenko a partir da Praça da Independência de Kiev, coração do Maidan.

Por seu lado, o comandante do batalhão especial de voluntários "Azov", Igor Mosiychuk, pediu ao novo presidente ucraniano que decrete a lei marcial em Donetsk e Lugansk e feche a fronteira com a Rússia, de onde, segundo Kiev, os rebeldes recebem armas e reforços.

Os manifestantes também exigiram a Poroshenko a dissolução imediata da Rada Suprema (Parlamento) da Ucrânia e a convocação de eleições legislativas.

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