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Migrações? "É a Itália que está sob ataque, não as ONG"

O vice-primeiro-ministro e ministro dos Transportes e Infraestruturas de Itália, Matteo Salvini, referiu hoje que as operações de busca e resgate da Guarda Costeira e da Marinha estão a ser obstruídas por organizações não-governamentais (ONG).

Migrações? "É a Itália que está sob ataque, não as ONG"
Notícias ao Minuto

22:26 - 27/03/23 por Lusa

Mundo Itália

a Itália que está sob ataque, não as ONG", sublinhou Salvini, citado pela agência de notícias Ansa.

Para o vice-primeiro-ministro italiano, quando há "declarações da Guarda Costeira ou da Marinha, que são orgulhosos corpos do Estado, a reclamarem que o seu trabalho está a ser prejudicado, estas devem ser levadas em consideração".

Salvini reagiu desta forma ao comunicado emitido pela Autoridade Costeira Italiana, no domingo, sobre a detenção em Lampedusa do navio de resgate Louise Michel.

As autoridades italianas referiram que o comportamento da ONG no mar, no sábado, complicou a coordenação das operações de resgate em curso.

"A imigração não pode ser regulada por entidades privadas, financiadas por países estrangeiros. Isso é certo", acrescentou Salvini.

A organização de resgate humanitário Mediterranea apelou hoje à primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e ao Presidente, Sergio Mattarella, para "parar a guerra contra as ONG".

As tensões sobre as operações de navios operados por ONG no Mediterrâneo Central escalaram este domingo.

"Que não haja mais guerra contra ONG, contra navios de resgate de civis. Vamos cooperar para salvar o maior número possível de vidas no mar", sublinhou a Mediterrânea numa carta.

No domingo, o navio humanitário Louise Michel, financiado pelo artista britânico Banksy, denunciou que estava retido em Lampedusa pelas autoridades italianas sem uma "justificação escrita", ao mesmo tempo que barcos de migrantes necessitam de ajuda no Mediterrâneo.

"Vinte e quatro horas depois de termos sido notificados da detenção do navio continuamos sem ter uma justificação por escrito. Sabemos que neste momento há dezenas de embarcações com problemas ao largo da ilha e, mesmo assim, evitam que prestemos assistência. É inaceitável", reagiram os responsáveis do navio nas redes sociais.

Fontes citadas pela Ansa referiram hoje que o navio Louise Michel foi detido em Lampedusa no domingo sob três acusações, incluindo estar sobrecarregado e realizar muitos resgates.

Também foi acusado de violar ordens das autoridades italianas.

Entre 23 e 27 de março, 6.564 migrantes desembarcaram em Itália, com o pico de chegadas em 24 de março, com 2.814 migrantes recebidos, adiantou hoje o Ministério do Interior italiano.

Em 2022, quase 1.400 migrantes morreram ao cruzar a rota do Mediterrâneo Central, a mais mortífera do mundo.

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