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Gazprom vai retirar-se do consórcio grego Prometheus Gas

A Gazprom vai sair do consórcio grego Prometheus Gas e o acionista Copelouzos, que detém 50% do capital, vai comprar a outra metade pertencente até agora à gigante estatal russa, adiantaram hoje à AFP duas fontes ligadas ao processo.

Gazprom vai retirar-se do consórcio grego Prometheus Gas

"O conselho de administração da Gazprom decidiu encerrar a sua participação na Prometheus Gas S.A.", revelou à agência de notícias AFP uma fonte da administração da gigante estatal russa de gás natural.

"O gás russo é fornecido à Grécia de acordo com as obrigações contratuais", explicou esta fonte.

Segundo um responsável do grupo grego Copelouzos em Atenas, que pediu anonimato, "trata-se de um divórcio causado principalmente pela guerra na Ucrânia e das sanções europeias".

Esta decisão põe fim a uma parceria que remontava a 1991.

Mas "o atual contrato em curso terminará em dezembro de 2027, conforme previsto", adiantou à AFP, no entanto, outra fonte da Copelouzos.

A quantidade de gás russo "diminuiu consideravelmente desde o ano passado e o preço aumentou", lembrou o responsável grego.

A imprensa grega especializada noticiou recentemente o "divórcio" entre a Gazprom e a Prometheus Gas, sublinhando que o grupo Copelouzos passaria a ser o único acionista da Prometheus Gas.

Este é "um desenvolvimento esperado" dadas as mudanças geopolíticas e a reformulação completa do mercado de gás nos Balcãs e na Europa, tinha referido, na semana passada, o 'site' de informações financeiras Mononews.

O grupo grego Copelouzos fez recentemente novos investimentos numa central de energia e numa estação de armazenamento e regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) em Alexandroupolis, cidade localizada no nordeste da Grécia.

Apesar dos laços históricos com a Rússia, a Grécia, como país membro da União Europeia, tem apoiado desde o início da invasão russa da Ucrânia sanções ocidentais que levaram a uma queda acentuada nas entregas de gás russo para a Europa.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas -- 6,5 milhões de deslocados internos e quase oito milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 7.110 civis mortos e 11.547 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Leia Também: Exportações de gás da Gazprom caem 45,1% em 2022

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