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Zelensky pede mísseis de longo alcance e aviões de combate para a Ucrânia

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu esta quarta-feira aos aliados ocidentais o envio de mísseis de longo alcance e aviões de combate, após o aval da Alemanha e Estados Unidos ao envio de tanques pesados para as forças armadas de Kyiv.

Zelensky pede mísseis de longo alcance e aviões de combate para a Ucrânia

"Também devemos permitir a entrega de mísseis de longo alcance para a Ucrânia, isso é importante. Devemos também expandir a nossa cooperação em artilharia e [viabilizar] o envio de aviões de combate", disse Zelensky no seu discurso diário publicado nas redes sociais.

"Hoje falei com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg. Temos que desbloquear o fornecimento de mísseis de longo alcance para a Ucrânia, é importante para nós expandir a nossa cooperação em artilharia, temos que conseguir o fornecimento de aeronaves para a Ucrânia", disse o Presidente ucraniano.

Vários países ocidentais confirmaram hoje o envio de tanques pesados para a Ucrânia, embora os números sejam ainda incertos, após a Alemanha ter autorizado a cedência dos Leopard 2 e de os Estados Unidos anunciarem o fornecimento de blindados Abrams, como forma de apoio contra a invasão russa iniciada em 24 de fevereiro do ano passado.

Após ter elogiado ao longo do dia a decisão de Washington e Berlim, o líder ucraniano disse que "o principal agora é a velocidade e o volume. A velocidade de treino dos nossos militares, a velocidade de fornecimento de tanques para a Ucrânia".

"Nós podemos fazer isso. Juntos e apenas da mesma forma que tomámos decisões hoje", afirmou, sublinhando ser "um sonho", mas também "uma tarefa" dotar as forças armadas ucranianas de novas capacidades.

"Quanto mais apoio de defesa os nossos heróis na frente receberem do mundo, mais cedo a agressão da Rússia terminará e mais confiáveis serão as garantias de segurança para a Ucrânia e todos os nossos parceiros após a guerra", declarou.

Zelensky fez ainda uma referência à decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos sobre a admissibilidade do caso relativo à intervenção nos territórios do leste da Ucrânia pela Rússia em 2014 e à violação em larga escala dos direitos humanos pelos ocupantes.

"Esta ainda é uma decisão judicial provisória. Mas, graças a esta decisão, aproximamo-nos do dia em que a Rússia será responsabilizada pela sua agressão", defendeu

O líder ucraniano mencionou ainda outra decisão, esta da UNESCO, de incluir a cidade Odessa, no sul do país, na Lista do Património Mundial em Perigo, por causa da guerra.

Este passo internacional ajudará a defender a nossa Odessa. A Ucrânia e o mundo dão proteção. A Rússia não pode dar nada além de terror e ataques", disse ainda.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas -- 6,5 milhões de deslocados internos e quase oito milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 7.068 civis mortos e 11.415 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Leia Também: Estados Unidos e Israel realizam exercício militar em grande escala

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