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Investigação de crimes russos pelo G7 é "1.º passo para o inevitável"

Na ótica do conselheiro presidencial ucraniano, Moscovo "nunca teve 'objetivos legítimos' na Ucrânia".

Investigação de crimes russos pelo G7 é "1.º passo para o inevitável"
Notícias ao Minuto

10:16 - 30/11/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Ucrânia/Rússia

No rescaldo do anúncio do G7, que revelou, na terça-feira, que criará uma base de dados para investigar os crimes de guerra cometidos pela Rússia na Ucrânia, o conselheiro presidencial ucraniano, Mykhailo Podolyak, apontou que esse é o “primeiro passo para o inevitável”, uma vez que Moscovo “nunca teve ‘objetivos legítimos’ na Ucrânia”.

“A Federação Russa nunca teve ‘objetivos legítimos’ na Ucrânia. Invadiu outro país e violou a lei internacional, destruiu deliberadamente a sua infraestrutura e cometeu assassinatos em massa. A decisão do G7 de iniciar uma investigação aos crimes russos [é o] primeiro passo no caminho para o inevitável. No tribunal”, disse o responsável, na rede social Twitter.

De notar que o anúncio foi feito pelo ministro da Justiça alemão, Marco Buschmann, no final da reunião ministerial do G7, na terça-feira, indicando que o organismo vai criar uma base de dados para apoiar as investigações internacionais e nacionais sobre os crimes de guerra cometidos na Ucrânia, incluindo a destruição sistemática de infraestruturas essenciais.

Recorde-se ainda que o Tribunal Penal Internacional (TPI) iniciou, em março, uma investigação sobre o conflito, a pedido de um primeiro grupo constituído por 40 países, aos quais se somaram outros Estados e organizações internacionais. Estas investigações no terreno decorrem em paralelo com aquelas realizadas pela própria Ucrânia, bem como por uma série de países ocidentais aliados de Kyiv contra a invasão russa.

Além disso, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, revelou, esta quarta-feira, que o bloco europeu vai “trabalhar com o TPI para criar um mecanismo especializado para julgar os crimes de guerra cometidos pela Rússia” na Ucrânia, de modo a assegurar que o país “paga pela devastação que provocou”.

Lançada a 24 de fevereiro, a ofensiva russa na Ucrânia já causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A entidade confirmou ainda que já morreram 6.655 civis desde o início da guerra e 10.368 ficaram feridos, sublinhando, contudo, que estes números estão muito aquém dos reais.

Leia Também: UE propõe tribunal para investigar e punir crimes de guerra russos

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