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Chavismo celebra "resultados concretos" do diálogo entre Governo e oposição

O vice-Presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) celebrou esta segunda-feira os "resultados concretos" do reinício do diálogo entre o Governo e a oposição, que permitiu assinar um acordo que pretende desbloquear recursos para a população.

Chavismo celebra "resultados concretos" do diálogo entre Governo e oposição

O PSUV "aplaude o reinício do diálogo no México com resultados concretos, propostas e resultados concretos, onde o povo da Venezuela é o principal beneficiário", salientou Diosdado Cabello, o número dois do Chavismo, numa conferência de imprensa transmitida pela estação estatal VTV.

O segundo homem mais forte do regime salientou que o acordo, que "permite a disponibilização de 3 mil milhões de dólares [2,9 mil milhões de euros]", vai promover o desenvolvimento de "projetos bem definidos" em setores como a saúde, educação e eletricidade.

Diosdado Cabelo lembrou que, devido às sanções impostas pelos Estados Unidos, "a única forma que existe" de escoar estes recursos é através das Nações Unidas, organismo com o qual o Governo tem "acordos operacionais".

"Não temos nenhum problema. Esse dinheiro é dos venezuelanos e deve ser usado para os venezuelanos. O fato de a ONU estar lá não nos importa, somos transparentes", frisou.

O Governo e a oposição da Venezuela assinaram no sábado, no México, um segundo acordo parcial em matéria de proteção social, nos termos das negociações reatadas entre as duas partes.

O acordo, que visa desbloquear recursos que a Venezuela tem congelados no estrangeiro para poder ajudar as populações mais vulneráveis, determina que Governo e oposição terão de cooperar ao nível de despesas humanitárias, como o pagamento de projetos de assistência médica ou a reparação de redes elétricas.

Suspensas por mais de um ano, as negociações entre Governo e oposição venezuelanos foram reatadas após a intervenção da Colômbia e dos Estados Unidos.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse no sábado que o acordo alcançado representa um "novo capítulo" no avanço para "a paz e o bem-estar" dos venezuelanos.

Reagindo a partir de Miami, nos Estados Unidos, a organização que representa os venezuelanos no exílio por motivos políticos, a Veppex, reprovou a retoma das negociações, considerando que o Governo de Maduro obtém vantagens sem "nenhuma concessão que beneficie os venezuelanos" e que a plataforma unitária que agrega uma das oposições beneficia "o regime de Maduro e os seus aliados internacionais".

Já esta segunda-feira, o chefe da delegação da oposição, Gerardo Blyde, destacou que cerca de 3 mil milhões de dólares serão canalizados através de um fundo fiduciário que será desenhado e executado pela ONU para ajudar os venezuelanos em extrema pobreza num plano para três anos.

O fundo também poderá receber financiamento de doadores e a sua missão será distribuí-los pelas agências das Nações Unidas para que possam canalizar a ajuda necessária "para fins humanitários", disse esta segunda-feira Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres.

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