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Conferência discute em Londres Prevenção da Violência Sexual em Conflitos

Representantes de cerca de 70 países reúnem-se hoje e terça-feira em Londres numa Conferência de Prevenção da Violência Sexual em Conflitos onde vão discutir formas de combater este tipo de crimes em países como a Ucrânia, Etiópia e Colômbia.

Conferência discute em Londres Prevenção da Violência Sexual em Conflitos

Entre os participantes estão a prémio Nobel da Paz de 2018, Nadia Murad, iraquiana que foi escrava sexual do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), o co-vencedor, o médico congolês Denis Mukwege, e o procurador do Tribunal Penal Internacional, Karim Khan.

A atriz e realizadora Angelina Jolie enviará uma mensagem por vídeo, e a condessa de Wessex, Sofia, esposa do príncipe Eduardo, vai intervir enquanto ativista neste assunto. 

Outros sobreviventes, ministros e representantes de organizações não-governamentais (ONG) também estarão presentes.

A conferência marca o 10.º aniversário do lançamento da Iniciativa de Prevenção da Violência Sexual em Conflitos do então ministro dos Negócios Estrangeiros William Hague com Angelina Jolie, na altura Enviada Especial do Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, que era então António Guterres, atualmente secretário-geral da ONU. 

Desde então, o Reino Unido mobilizou mais de 46 milhões de libras (53,4 milhões de euros) em pelo menos 100 projetos de Prevenção da Violência Sexual em Conflitos (PSVI na sigla inglesa) em 29 países.

Na abertura da conferência, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, James Cleverly, vai anunciar um novo pacote de financiamento de até 12,5 milhões de libras (14,5 milhões de euros) para uma nova estratégia de três anos para combater a violência sexual em conflitos.

Desenvolvida com sobreviventes, especialistas na matéria, parlamentares, académicos e ONG, a estratégia centra-se em sete países: Ucrânia, Bósnia, Colômbia, República Democrática do Congo, Etiópia, Iraque e Sudão do Sul.

Segundo o Governo britânico, anfitrião do evento, cerca de 20 a 30% das mulheres e raparigas em locais afetados por conflito são vítimas de violência sexual.

"A ameaça de violação e violência sexual como arma de guerra deve gerar uma condenação internacional imediata, e uma ação rápida para pôr fim a esses ataques antes de eles começarem", defenderá Cleverly, segundo excertos do discurso antecipados num comunicado.

O ministro disse que, além da solidariedade com as vítimas, pretende também "enviar uma mensagem inequívoca àqueles que ordenam, permitem ou perpetram a violência sexual: não a toleraremos e insistiremos para que os perpetradores sejam processados".

Segundo o comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, vai ser lançada uma nova parceria entre o Governo britânico e o procurador do Tribunal Penal Internacional para o uso de tecnologia de realidade virtual que torne menos traumático o testemunho de sobreviventes no TPI.

O Reino Unido vai também apoiar uma nova iniciativa para aumentar os processos judiciais e reforçar outras formas de justiça.

Leia Também: Portugal integra onda laranja em Caracas para combate à violência

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