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Amnistia Internacional acusa "silenciamento" de jornalistas na Rússia

Associação aponta o dedo, num relatório divulgado nesta quinta-feira, a "um sofisticado sistema de restrições e severas represálias" desenvolvido pelo Kremlin.

Amnistia Internacional acusa "silenciamento" de jornalistas na Rússia

A Amnistia Internacional alertou, nesta quinta-feira, que jornalistas e monitores independentes estão a ser "silenciados" para "abafar relatórios de protestos" na Rússia.

"As autoridades russas desenvolveram um sofisticado sistema de restrições e severas represálias para esmagar os protestos públicos, que se estende à supressão de qualquer relato deles por jornalistas e monitores independentes. As restrições aumentaram desde a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, e a repressão desenfreada do movimento antiguerra praticamente impede o protesto público e qualquer partilha de informações", disse a Amnistia Internacional num novo relatório publicado esta quinta-feira.

“Podemos ver que as autoridades russas estão empenhadas não apenas em prevenir e penalizar severamente qualquer protesto, por mais pacífico que seja, mas também em minimizar qualquer conscientização pública”, disse Natalia Prilutskaya, responsável da Rússia da Amnistia Internacional.

Nos últimos anos, alerta a Amnistia Internacional, as autoridades russas "criaram um sistema legislativo que restringe a liberdade de expressão e eleva severamente os riscos enfrentados por observadores, jornalistas e outros trabalhadores de comunicação social que fazem reportagens sobre assembleias públicas".

E passa a listar exemplos: a lei russa exige que os jornalistas em protestos usem “insígnias claramente visíveis de representante dos meios de comunicação", mas, nos últimos anos, as autoridades passaram a exigir também “cartas de atribuição editorial” ou os passaportes dos jornalistas que cobrem manifestações no país.

“Além das severas restrições legais à liberdade de imprensa já impostas pelo Estado, a polícia está a agir cada vez mais arbitrariamente para impedir que jornalistas e outros profissionais dos media informem o público sobre os protestos”, disse Natalia Prilutskaya.

De acordo com o Sindicato independente de Jornalistas e Trabalhadores dos Media, citado pela Amnistia Internacional, pelo menos 16 repórteres foram presos uma semana após o início dos protestos em massa de 23 de janeiro de 2021, contra a prisão de Aleksei Navalny, principal opositor ao regime de Vladimir Putin.

Leia Também: Rússia acusa França de não emitir vistos para cimeira da UNESCO

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