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Bruxelas pede a Baku e Erevan investigação a supostos "crimes de guerra"

A Comissão Europeia pediu hoje ao Azerbaijão e Arménia que investiguem os vídeos que circulam nas redes sociais em que soldados azeris e arménios são vistos a matar prisioneiros adversários durante os últimos confrontos entre os dois países.

Bruxelas pede a Baku e Erevan investigação a supostos "crimes de guerra"

Segundo o porta-voz do executivo comunitário para os Negócios Estrangeiros, Peter Stano, se for provada a autenticidade dos vídeos, as imagens mostram "atos de crimes de guerra".

"Estamos cientes desses vídeos horrendos que circulam nas redes sociais e se a autenticidade for comprovada, esses vídeos mostram atos de crimes de guerra e violações claras do Direito Internacional", sublinhou o porta-voz na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia.

"Os autores desses atos horrendos devem ser responsabilizados e esses crimes devem ser claramente condenados", acrescentou Stano, que pediu às autoridades do Azerbaijão e da Arménia que realizem uma "investigação imediata e completa".

O porta-voz expressou-se na mesma linha do enviado especial da União Europeia (UE) para o Sul do Cáucaso, Toivo Klaar, que indicou ter recebido os vídeos no domingo, tal como explicou na sua conta pessoal na rede social Twitter.

Na mensagem, Toivo Klaar também exigiu aos dois países uma investigação.

As supostas execuções dos prisioneiros de guerra arménios e azeris ocorreram em setembro, durante os mais recentes confrontos na fronteira entre a Arménia e o Azerbaijão, que fizeram mais de 200 mortos em ambos os lados.

O embaixador da Arménia para Missões Internacionais, Edmon Marukyan, já rejeitou veementemente as declarações de Toivo Klaar, nas quais o enviado da UE denunciou possíveis "crimes de guerra" arménios contra prisioneiros de guerra do Azerbaijão.

Inicialmente, Klaar disse ter recebido vídeos de "aparentes execuções" de prisioneiros de guerra arménios por soldados azeris. Mais tarde, assinalou ter também recebido informações que "provavelmente" mostravam "crimes de guerra" mas perpetrados por soldados arménios sobre prisioneiros de guerra azeris.

Marukian rejeitou as palavras de Klaar, pois considerou que tanto a vítima quanto o autor dos crimes estão a ser equiparados ao termo "crime de guerra", segundo refere a agência noticiosa arménia Armenpress.

"Tenho a certeza de que as forças arménias nunca cometeram tais crimes de guerra. Não pode haver comparação com o que vimos neste vídeo desprezível que mostra as execuções extrajudiciais azeris dos prisioneiros de guerra arménios", defendeu Marukian nas redes sociais. 

Para o diplomata arménio, assim que vêm a público imagens que incriminam o Azerbaijão e apontam para a ocorrência de atrocidades, Baku responde rapidamente que se tratam de "falsas acusações de crimes de guerra supostamente cometidos pelo lado arménio".

No entanto, o Defensor dos Direitos do Azerbaijão, entidade oficial azeri, assumiu ter enviado uma série de gravações a organizações internacionais nas quais são observadas as situações relatadas, negando as declarações de Marukian de que eram "falsas acusações".

Em meados de setembro, os Governos da Arménia e do Azerbaijão concordaram em respeitar um cessar-fogo, após os últimos confrontos na fronteira.

Os combates foram os mais graves desde 2020, quando os dois países se confrontaram pelo controlo do enclave Nagorno-Karabakh, um território de maioria arménia que tem sido foco de conflitos desde que, em 1988, decidiu separar-se da região do Azerbaijão integrada na então União Soviética.

Leia Também: Arménia acusa Azerbaijão de cometer atrocidades indescritiveis

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