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Quebeque decide novo governo em campanha marcada por críticas à imigração

A campanha eleitoral da Coligação Futuro do Quebeque (CAQ, sigla em inglês) tem sido marcada por comentários negativos à imigração, mas as sondagens indicam uma maioria nas eleições gerais da próxima segunda feira.

Quebeque decide novo governo em campanha marcada por críticas à imigração

O governo de direita liderado por François Legault deve ser reeleito com 37 por cento dos votos, de acordo com uma nova sondagem da Léger, divulgada esta semana, em que aparentemente o partido tem perdido algum apoio nas últimas semanas.

Esta semana durante um evento na Câmara de Comércio de Montreal, o líder da CAQ, François Legault, disse que receber mais de 50 mil imigrantes por ano seria "suicida para o Quebeque".

O líder do partido no poder também reprimiu um dos seus ministros por comentários negativos à imigração, durante um debate na radio nacional do Canadá, Jean Boulet, com a pasta do Trabalho e Imigração provincial, lamentou que "80 por cento dos imigração que vão para Montreal, não trabalham, não falam francês, ou não aderem aos valores do Quebeque".

No distrito eleitoral de Vimont, Anabela Monteiro, vai procurar a eleição para os liberais.

A lusodescendente mostra-se orgulhosa por ser filha de emigrantes que contribuíram para o crescimento económico do Quebeque", numa critica à política de imigração do partido no poder.

"Como filha de emigrantes portugueses, tenho orgulho na integração dos meus pais e do grande valor que eles trouxeram ao nosso bonito Quebeque. Obrigado mãe e pai pela contribuição no crescimento económico do Quebeque", escreveu na sua página do Facebook.

O antigo ministro das Finanças do Quebeque, Carlos leitão, entre 2014 a 2018, tinha anunciado em junho, que não se iria recandidatar em Robert -- Baldwin, distrito eleitoral que representa desde 2014.

No entanto, os liberais esperam superar os 27 assentos parlamentares que tinham antes da campanha eleitoral começar este verão, apesar das sondagens afirmarem que será muito difícil.

A Léger projetou no dia 27 de setembro que o partido no poder, a Coligação Futuro do Quebeque, vai vencer as eleições provinciais com 37 por cento dos votos. Em segundo lugar surge o Quebeque Solidário com 17 por cento das intenções de voto, enquanto os liberais surgem com 16% e tanto os conservadores como o Partido do Quebeque, cada surge com 15%.

Também o site especializado em sondagens, qc125.com, prevê que a CAQ irá eleger 92 deputados, quando são necessários 63 para uma maioria parlamentar, num total de 125 assentos.

Os liberais deverão eleger 20, o Quebeque Solidário 10 e o Partido do Quebeque três assentos.  

Uma pessoa para votar no dia 03 de outubro, terá de ser cidadão canadiano com mais de 18 anos e terá ainda de residir no Quebeque, pelo menos há seis meses antes do dia das eleições.

Leia Também: Papa celebra no Quebeque nova missa de reconciliação com o povo aborígene

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