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ONU diz que ataques de Israel à Faixa de Gaza "são ilegais"

Pelo menos seis crianças foram mortas por ataques israelitas em Gaza desde sexta-feira.

ONU diz que ataques de Israel à Faixa de Gaza "são ilegais"
Notícias ao Minuto

15:50 - 07/08/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Gaza

A relatora especial das Nações Unidas para os territórios palestinianos ocupados, Francesca Albanez, diz que os ataques aéreos de Israel à Faixa de Gaza são "não só são ilegais como irresponsáveis", apelando a uma solução diplomática para o último surto de violência, que começou na sexta-feira, quando Israel lançou ataques aéreos à cidade de Gaza.

"A situação em Gaza está à beira de uma crise humanitária", disse Francesca Albanez ao canal televisivo Al Jazeera, acrescentando: "A única forma de assegurar o bem-estar dos palestinianos onde quer que estejam é levantar o cerco e permitir a entrada de ajuda".

Israel apelidou o ataque como um ato "preventivo" de autodefesa contra o grupo palestiniano da Jihad Islâmica e revelou que a sua operação poderia durar uma semana.

O embaixador dos Estados Unidos da América (EUA) em Israel, Tom Nides, escreveu no Twitter na sexta-feira: "Os Estados Unidos acreditam firmemente que Israel tem o direito de se proteger a si próprio. Estamos a dialogar com diferentes partes e apelamos a todas as partes para que se acalmem".

Israel, aceitou este domingo, uma trégua na Faixa de Gaza, proposta pelo Egito, onde 31 palestinianos, incluindo seis crianças, morreram, disse uma fonte dos serviços de segurança egípcios à AFP, acrescentando que o Cairo aguarda agora a resposta palestina.

Uma fonte do grupo palestino confirmou à AFP que as negociações estão em andamento, sendo que o Egito está a tentar mediar o diálogo entre Israel e a Palestina, para acalmar a situação no enclave palestino, onde as trocas de tiros continuam.

Antes, o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza tinha avisado que os serviços de saúde serão interrompidos dentro de 48 horas, por falta de eletricidade, uma vez que as passagens de fronteira com Israel, incluindo a de Kerem Shalom, por onde o combustível entra, estão fechadas desde terça-feira.

Caso tal se concretize, agravar-se-á a crise humanitária enfrentada pelo enclave palestino, onde 31 pessoas foram mortas e pelo menos 265 ficaram feridas desde o início da atual escalada de violência entre o Exército israelita e a Jihad Islâmica Palestina, na sexta-feira.

O atual pico de tensão começou na sexta-feira, com uma forte ofensiva israelita contra alvos da Jihad, em Gaza, a antecipar uma retaliação da Jihad, após a prisão, na segunda-feira, de um dos seus líderes, durante um ataque na Cisjordânia ocupada.

Leia Também: Hospitais em Gaza perto do colapso devido à falta de eletricidade

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