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Crianças e mães francesas repatriadas de campos de prisioneiros sírios

Em causa está uma medida que foi tomada na sequência da guerra civil vivida na Síria, que provocou uma enorme crise humanitária. 

Crianças e mães francesas repatriadas de campos de prisioneiros sírios

França repatriou um total de 35 crianças e de 16 mães francesas de campos de prisioneiros localizados no nordeste da Síria, informou esta terça-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros do país.

"França empreendeu hoje o regresso ao país de 35 menores franceses que se encontravam em campos no nordeste da Síria. Esta operação inclui também o regresso de 16 mães destes mesmos campos", pode ler-se na declaração emitida pelo já referido Ministério, aqui citada pelo Le Monde. Antes desta operação, o país tinha já conseguido repatriar 126 crianças desde 2016.

Segundo a informação apurada até ao momento, as mães foram já entregues às autoridades judiciais, enquanto as crianças serão ainda submetidas a exames médicos.

Diversos grupos de Direitos Humanos têm vindo já há muito tempo a pedir ao governo francês para facilitar o retorno ao país de cerca de 200 crianças que foram trazidas para a Síria pelos seus pais ou que lá nasceram durante o decorrer do conflito. As mesmas encontram-se atualmente detidas em campos geridos por curdos no nordeste da Síria, onde a subnutrição e casos de doença são frequentes.

A medida levada a cabo esta terça-feira surge na sequência da guerra civil vivida na Síria, que provocou uma enorme crise humanitária. Uma situação que teve início com os protestos pacíficos contra o governo do presidente Bashar al-Assad, em março de 2011, mas que evoluiu para um conflito prolongado que envolveu a participação de várias potencias mundiais. Desde então, a violência tem persistido e milhões de pessoas continuam deslocadas dentro das fronteiras da Síria.

Segundo dados divulgados pelo gabinete de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) no mês passado, aqui citados pela Reuters, 306.887 civis terão morrido no país desde 2011, precisamente por causa deste conflito. Um valor que equivale a cerca de 1,5% da população síria antes da guerra.

Leia Também: Síria: UE condena morte de mais de 300 mil civis devido à guerra

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