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  • 11 AGOSTO 2022
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Rússia gastará no conflito parte da receita adicional de hidrocarbonetos

As exportações de hidrocarbonetos da Rússia em 2022 deverão gerar um bilião de rublos (13,7 mil milhões de euros) adicionais, que podem em parte ser reservados para financiar a invasão russa na Ucrânia, disse hoje o Kremlin.

Rússia gastará no conflito parte da receita adicional de hidrocarbonetos

"Estimamos que as receitas adicionais dos hidrocarbonetos podem chegar a um bilião de rublos, de acordo com as previsões feitas com o Ministério do Desenvolvimento Económico", disse o ministro das Finanças russo, Anton Silouanov, numa entrevista televisiva.

"Se colocarmos parte desse dinheiro de petróleo e gás nas nossas reservas, este ano, ele será totalmente gasto. Isso vai permitir que reformados e famílias com filhos recebam mais, e ainda a realização da operação especial. Temos recursos", acrescentou o governante.

A Rússia está atualmente a recolher receitas recorde pelas suas vendas de hidrocarbonetos, ainda amplamente ilesas das sanções impostas a Moscovo pelo conflito na Ucrânia, graças principalmente ao preço muito alto do gás.

Os 27 Estados-membros da União Europeia estão a tentar reduzir a sua dependência dos hidrocarbonetos russos, mas até agora não conseguiram chegar a um acordo para uma cessação gradual das compras de petróleo da Rússia, estando a Hungria a bloquear um projeto de embargo àquele combustível.

A guerra na Ucrânia, que hoje entrou no 92.º dia, causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas de suas casas -- mais de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,6 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

A ONU confirmou na quinta-feira que 3.974 civis morreram e 4.654 ficaram feridos, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a cidades cercadas ou a zonas até agora sob intensos combates.

Leia Também: AO MINUTO: Polónia poderá ser próximo alvo russo; Novo assalto a Kyiv?

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