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Deputado de Macau pede mais postos de trabalho para residentes locais

O deputado de Macau José Pereira Coutinho pediu hoje ao Governo que crie mais postos de trabalho para os residentes e diminua o tempo de espera na atribuição de habitação social.

Deputado de Macau pede mais postos de trabalho para residentes locais
Notícias ao Minuto

14:02 - 25/05/22 por Lusa

Mundo Macau

"Até finais de março do corrente ano, trabalhavam cerca 167 mil trabalhadores não residentes, destes, 54 mil trabalhadores não residentes exercendo trabalhos não especializados", afirmou o deputado, na intervenção antes da ordem do dia, na Assembleia Legislativa (AL).

Pereira Coutinho pediu ao Governo para que estes 54 mil postos de trabalho "sejam a curto e médio prazo ocupados pelos residentes permanentes".

Como exemplo, o deputado apontou bancos e atividades financeiras, nas quais contou mais de um milhar de trabalhadores não especializados não residentes, no comércio por grosso e retalho, com cerca 21 mil trabalhadores, ou nas atividades imobiliárias, segurança e marketing, com cerca de 23 mil trabalhadores.

"Porque não são libertadas estas vagas para poderem ser ocupadas pelos residentes permanentes", questionou.

O deputado defendeu que as autoridades devem cumprir "rigorosamente o princípio fundamental constante na lei de bases do trabalho de que a importação de mão de obra não local destina-se somente a suprir insuficiências no mercado local de emprego".

Para Pereira Coutinho, o aumento de problemas como ansiedade, depressão e stress mental, bem o número de casos de suicídio, que disse ter subido "180% em comparação com o período homólogo do ano passado", estão relacionados com o desemprego, a impossibilidade de pagamentos das amortizações e rendas das casas e problemas financeiros.

"Há bastante miséria disfarçada e o Governo deve intervir com urgência implementando por via legal moratórias das casas e diminuir drasticamente o tempo de espera na atribuição das casas sociais", alertou.

O deputado sublinhou a existência de várias incertezas em Macau, na indústria do jogo, no mercado de trabalho, no imobiliário, no futuro dos jovens e dos idosos e também em relação à da função pública, que considerou resultado da "inexistência de um conjunto das ações de política macroeconómica e sociais direcionadas ao futuro da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau]".

"Se as PME [pequenas e médias empresas] são avessas às incertezas do mercado sem turistas suficientes para um desenvolvimento sustentável do mercado de prestação de serviços e bens, muito menos ajudará o pessimismo face ao 'endividamento' que aflige a todos, no dia a dia, paralisando principalmente as PME", afirmou.

As medidas de restrição e controlo contra a covid-19 levaram Macau, que em 2019 contabilizou quase 40 milhões de visitantes, a fechar a fronteira a estrangeiros e impor uma quarentena obrigatória a quem chega de zonas consideradas de alto risco.

A perda de milhões de turistas levou a quebras sem precedentes na indústria do jogo, fundamental na economia do território, que registou apenas 82 casos de covid-19 desde o início da pandemia, em março de 2020.

O jogo representa cerca de 80% das receitas do Governo e 55,5% do produto interno bruto (PIB) de Macau, numa indústria que dá trabalho a mais de 80 mil pessoas, ou seja, a 17,23% da população empregada.

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