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Japão protesta após passagem de bombardeiros chineses e russos

O Governo de Tóquio emitiu hoje um protesto oficial junto de Pequim e Moscovo e manifestou "graves inquietações" após bombardeiros chineses e russos terem sobrevoado em conjunto nas proximidades de território nipónico, indicou o ministro da Defesa, Nobuo Kishi.

Japão protesta após passagem de bombardeiros chineses e russos
Notícias ao Minuto

13:56 - 24/05/22 por Lusa

Mundo Espaço Aéreo

Estes voos sino-russos coincidiram com a realização hoje em Tóquio de uma cimeira do "Quad", a aliança informal que junta os dirigentes dos Estados Unidos, Japão, Austrália e Índia, que têm emitido preocupação pela crescente influência militar da China na Ásia-Pacífico.

"Dois bombardeiros chineses juntaram-se a dois bombardeiros russos no mar do Japão e efetuaram um voo agrupado em direção ao mar da China oriental", referiu Kishi em declarações aos 'media'.

Após esta ação, um total de quatro aviões, provavelmente dois outros bombardeiros chineses e dois bombardeiros russos, "efetuaram um voo conjunto do mar da China oriental ao Oceano Pacífico", acrescentou o ministro.

Um avião russo de vigilância e de recolha de informação também sobrevoou um espaço situado a norte da ilha japonesa de Hokkaido (norte) até à península de Noto (centro do Japão), prosseguiu Kishi, que considerou estas manobras particularmente "provocadoras" no dia da cimeira do Quad em Tóquio.

Através dos canais diplomáticos exprimimos as nossas sérias inquietações na perspetiva do nosso país e em termos de segurança regional", disse Kishi.

"Num momento em que a comunidade internacional responde à agressão da Ucrânia pela Rússia, o facto de a China ter efetuado semelhante ação em colaboração com a Rússia (...) é preocupante. Isso não pode ser subestimado", sublinhou ainda.

No entanto, os aviões chineses e russos não penetraram no espaço aéreo japonês, e na quarta vez em que semelhantes voos agrupados ocorrem nas proximidades do Japão desde novembro passado, precisou posteriormente o Ministério da Defesa japonês.

Leia Também: Tóquio diz que EUA apoiam adesão do Japão ao Conselho de Segurança da ONU

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