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Direita italiana toma iniciativa de propor três nomes para presidente

A coligação da direita italiana, dos partidos de Matteo Salvini, Silvio Berlusconi e Giorgia Meloni, propôs hoje três nomes para Presidente da República: a ex-autarca de Milão Letizia Moratti, o procurador Carlo Nordio e o pensador Marcello Pera.

Direita italiana toma iniciativa de propor três nomes para presidente
Notícias ao Minuto

19:35 - 25/01/22 por Lusa

Mundo Itália

"Estamos aqui para apresentar três nomes oficiais do centro-direita", anunciou Salvini, líder da Liga, numa conferência de imprensa na Câmara dos Deputados, acompanhado dos seus parceiros de coligação, Meloni, líder dos Irmãos de Itália, e Antonio Tajani, que dirige as negociações da Força Itália em vez de Berlusconi.

Letizia Moratti (Milão, 1948) foi presidente da câmara da sua cidade entre 2006 e 2011 - tendo obtido para a cidade a realização da Exposição Universal de 2015 --, ministra da Educação entre 2001 e 2006, presidente da televisão pública italiana RAI e é atualmente ministra da Saúde do governo regional da Lombardia, encarregada de gerir a pandemia de Covid-19.

Marcello Pera (Lucca, 1943) é um dos principais pensadores dos conservadores italianos. É um conhecido académico e professor universitário de Filosofia, foi senador durante os governos de Berlusconi e escreveu muitos livros, inclusive com o papa Bento XVI.

Carlo Nordio (Treviso, 1947) foi um procurador do ministério público italiano conhecido pelas suas investigações no processo "Mãos Limpas", em princípios da década de 1990, e sobre os crimes das Brigadas Vermelhas, "um homem da lei, liberal e com as ideias claras", segundo Salvini.

O dirigente da Liga assegurou que a intenção "não é impor nada a ninguém", muito menos ao bloco da esquerda, mas pediu que estas propostas sejam tidas em consideração "com vontade de diálogo".

"São três nomes de qualidade que avaliaremos sem preconceitos", disse o líder do progressista Partido Democrata (PD), Enrico Letta, assim que foi anunciada a proposta da direita.

Giorgia Meloni, por sua vez, recordou que no atual parlamento, nenhum dos blocos tem os votos suficientes para colocar o seu candidato no palácio do Quirinal, mas que a direita, somando todas as suas forças, tem mais votos que a oposição da esquerda.

Na Câmara dos Deputados, 1008 "grandes eleitores" -- 629 deputados, 321 senadores e 58 delegados regionais -- enfrentam hoje o segundo dia de votação para eleger o sucessor de Sergio Mattarella na chefia do Estado para os próximos sete anos.

O bloco de centro-esquerda, do PD, Movimento 5 Estrelas (M5S) e Livres e Iguais, entre outros, reunir-se-á também esta tarde para definir uma estratégia.

Por enquanto, não há acordo entre as partes. A eleição faz-se com o voto favorável de dois terços do hemiciclo, ou com maioria absoluta (metade dos votos mais um) a partir do quarto escrutínio, na quinta-feira -- números que até agora ninguém tem.

A votação desta terça-feira prolongar-se-á durante horas, pelo menos até às 21h00 locais (20h00 em Lisboa), como na segunda-feira, e prevê-se que termine com o mesmo resultado: uma maioria de votos em branco.

Leia Também: Parlamento italiano iniciou processo de eleição de novo Presidente

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