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Rússia protesta contra ações militares dos EUA e países da NATO

A Rússia entregou hoje uma carta de protesto aos Estados Unidos pelo aumento das ações militares norte-americanas e de outros países membros da NATO ao longo das suas fronteiras, e descritas por Moscovo como provocativas e irracionais.

Rússia protesta contra ações militares dos EUA e países da NATO

"Devido a essas ações provocativas, entregámos à Embaixada dos Estados Unidos em Moscovo uma carta de protesto a alertar para as consequências perigosas desse tipo de comportamento irracional", afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zajárova, em comunicado.

A representante da diplomacia russa denunciou o aumento das "atividades militares dos Estados Unidos e dos países membros da NATO ao longo do perímetro das fronteiras russas, incluindo voos militares e manobras perigosas de navios da Marinha de guerra".

"Os militares dos Estados Unidos e dos seus aliados da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte, também chamada Aliança Atlântica] passaram do nível de testar a força do nosso sistema de proteção de fronteiras para provocações contra aviões civis, o que representa uma ameaça à segurança do espaço aéreo e de vidas humanas", alertou.

A carta lista vários incidentes recentes ocorridos em 06 e 13 de outubro e em 3 de dezembro, quando aviões e 'drones' da Força Aérea dos Estados Unidos colocaram em perigo pelo menos quatro voos comerciais da Rússia e de Malta ou forçaram a aviação russa a acompanhar aviões da NATO.

Segundo Zajárova, "apenas uma feliz coincidência e a reação oportuna dos pilotos ou controladores de voo russos evitaram uma tragédia".

"Estamos constantemente a ver este tipo de situações perigosas", acrescentou.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros sublinhou que essas "ações inadmissíveis e perigosas da aviação dos países membros da NATO" foram realizadas sem que tenha havido qualquer comunicação através das frequências de rádio, sem apresentação de planos de voo e sem pedidos de autorização aos controladores aéreos russos.

Por isso, indicou, "representam um grave perigo para a segurança dos voos civis" e violam os princípios básicos da navegação aérea estabelecidos pela Convenção de Chicago sobre Aviação Civil Internacional, além de outras normas do direito internacional.

Zajárova apelou aos EUA e à NATO para que estabeleçam um diálogo com Moscovo a fim de procurar garantias de segurança e reduzir as tensões, mas alertou que, caso contrário, a Rússia "usará todos os meios disponíveis para prevenir e pôr fim a este tipo de ameaças".

A carta de protesto russa foi entregue no mesmo dia em que o Presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar o seu homólogo russo com sanções "como ele nunca viu antes", caso a Rússia ataque a Ucrânia e um dia após um encontro entre os dois chefes de Estado.

Joe Biden descartou, no entanto, que os Estados Unidos tenham a intenção de enviar tropas para a Ucrânia se a Rússia a invadir.

Biden já tinha referido a Vladimir Putin, numa conferência virtual realizada na terça-feira, que a Rússia arrisca "fortes sanções, incluindo económicas" em caso de escalada militar na Ucrânia.

Nas duas horas que durou a conferência virtual entre os dois chefes de Estado, o Presidente dos EUA apelou à diminuição das tensões e ao "regresso à diplomacia" e recusou fazer "promessas ou concessões" a Vladimir Putin, que pretende sobretudo que a NATO feche as portas à entrada da Ucrânia.

Nas últimas semanas, a Ucrânia acusou a Rússia de concentrar mais de 90.000 soldados na fronteira entre os dois países com o objetivo de atacar o seu território durante o inverno.

Em paralelo, Moscovo acusou Kiev de ter concentrado 125.000 militares (ou seja, metade dos efetivos das Forças Armadas ucranianas) na região do Donbass (no leste), em plena linha da frente.

A Ucrânia é, desde 2014, palco de um conflito entre Kiev e os separatistas pró-russos no leste do país, que já causou mais de 13.000 mortos e começou após a anexação da península da Crimeia pela Rússia.

Leia Também: Biden ameaça Putin com sanções "nunca antes vistas" se atacar Ucrânia

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