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PR do Malaui considera "afrofobia" restrições impostas à África Austral

O Presidente do Malaui criticou hoje as restrições e proibições de viajar impostas à África Austral na sequência da deteção da variante Ómicron, considerando que as medidas contra a Covid-19 devem basear-se "na ciência e não na afrofobia".

PR do Malaui considera "afrofobia" restrições impostas à África Austral
Notícias ao Minuto

12:21 - 29/11/21 por Lusa

Mundo Covid-19

"Estamos todos preocupados com a nova variante Covid e devemos aos cientistas da África do Sul os nossos agradecimentos por a terem identificado antes de qualquer outra pessoa", afirmou Lazarus Chakwera, que também é presidente rotativo do bloco de países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), na sua conta na rede social Facebook na noite deste domingo.

"Mas as proibições unilaterais de viagens agora impostas aos países da SADC, pelo Reino Unido, UE, EUA, Austrália e outros estão mal colocadas. As medidas contra a covid devem basear-se na ciência, não na afrofobia", salientou o chefe de Estado do Malaui, juntando-se, assim às críticas de outros líderes africanos.

A descoberta desta nova variante do coronavírus, identificada como B.1.1.529 e batizada com a letra grega Ómicron pela Organização Mundial de Saúde (OMS), foi anunciada na quinta-feira passada por cientistas e autoridades sanitárias sul-africanas, com base em amostras recolhidas entre 14 e 16 de novembro.

Ao mesmo tempo, tinham sido detetadas quatro infeções anteriores no Botsuana e uma em Hong Kong (China), de um viajante proveniente da África do Sul.

Desde sexta-feira, porém, muitos outros países confirmaram casos da variante Ómicron, incluindo Israel, Bélgica (um caso numa viajante do Egito sem ligações aparentes com a África Austral), Austrália, Países Baixos, Reino Unido e outros.

A nova variante - cujos casos confirmados são ainda muito poucos - caracteriza-se por um número invulgarmente elevado de mutações, cujo impacto ainda tem de ser estudado.

A OMS, ao classificá-la como uma variante de risco, reconheceu que algumas das novas mutações parecem sugerir uma capacidade de transmissão ainda maior do que as variantes anteriores.

Por esta razão, a agência advertiu, num relatório técnico, divulgado hoje que o risco é "muito elevado" e que "pode haver novas ondas de covid-19 com graves consequências, dependendo de muitos fatores, incluindo onde estas ondas ocorrem".

Apesar da informação limitada disponível (devido à deteção precoce), numerosos países, incluindo o Reino Unido, os Estados Unidos e as nações da União Europeia, anunciaram rapidamente restrições drásticas de viagem para os países da África Austral, medidas que geraram um forte mal-estar no continente africano.

"Apelamos aos países que impuseram proibições de viagem ao nosso país e aos nossos países irmãos na África Austral para que revertam urgentemente as suas decisões e levantem as proibições que impuseram antes que sejam causados mais danos às nossas economias", disse o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, num discurso proferido também na noite deste domingo.

A covid-19 provocou pelo menos 5.193.392 mortes em todo o mundo, entre mais de 260,44 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, foi recentemente detetada na África do Sul e, segundo a Organização Mundial da Saúde, o "elevado número de mutações" pode implicar uma maior infeciosidade.

Leia Também: África do Sul pede levantamento imediato de restrições de viagens

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