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Energia. Moldávia aprova emergência para ter acesso a mais mercados

A Moldávia instaurou hoje o estado de emergência para tentar garantir as suas reservas de gás, após um aumento dos preços decidido pelo fornecedor russo e num contexto de crise energética na Europa.

Energia. Moldávia aprova emergência para ter acesso a mais mercados

"Enfrentamos uma situação crítica", declarou a primeira-ministra moldava, Natalia Gavrilita, perante o parlamento moldavo, que adotou esta decisão excecional após votação.

País pobre de 2,6 milhões de habitantes, situado entre a Roménia e a Ucrânia, a Moldávia recebe o seu gás da Rússia através de uma empresa russo-moldava, Moldovagaz, associada ao gigante russo Gazprom.

Este estado de emergência deve permitir a Chisinau abastecer-se de gás em outros países da Europa e evitar procedimentos burocráticos.

Em outubro, a Gazprom aumentou os seus preços para a Moldávia de 550 dólares (472 euros) para 790 dólares (678 euros) por cada 1.000 metros cúbicos, enquanto a Europa está confrontada com uma crise de gás, designadamente devido ao recomeço da atividade económica pós-pandemia, das fracas quantidades de produtos armazenados e da chegada do inverno.

Em setembro, a Gazprom e a Moldovagaz chegaram a acordo para prolongar o seu contrato até 31 de outubro.

Segundo a primeira-ministra moldava, membro de um Governo pró-europeu, as duas empresas não estão a disponibilizar as quantidades que foram acordadas.

As negociações são complicadas pelo facto de o gás fornecido a Chisinau passar pela Transnístria, um território separatista pró-russo que promoveu a secessão da Moldávia há cerca de 30 anos após uma guerra.

Gavrilita disse que Chisinau e a Gazprom mantêm negociações para solucionar a crise, mas referiu não possuir "nenhuma confiança" no seu sucesso. Por esse motivo, considerou "ser necessário agir" para evitar que a Moldávia fique privada de gás.

Os países europeus acusaram Moscovo de acentuar esta crise ao recusar entregar quantidades de gás suplementares, acusações rejeitadas pela Rússia.

Os críticos do Kremlin consideram que Moscovo aumentou ou seus preços para punir Chisinau após a eleição em 2020 da Presidente pró-europeia Maia Sandu.

Antiga república soviética, a Moldávia está dividida desde a sua independência em 1991 entre os defensores de uma aproximação a Moscovo e os que pretendem uma adesão à União Europeia.

Leia Também: Sindicato pede intervenção do Governo na Efacec para retomar atividade

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