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Israel dá mais três mil autorizações de trabalho para habitantes de Gaza

Israel vai aumentar para 10.000 o número de trabalhadores palestinianos autorizados a entrar no território a partir da Faixa de Gaza, anunciaram hoje as autoridades, num gesto que visa reforçar uma calma frágil entre as partes.

Israel dá mais três mil autorizações de trabalho para habitantes de Gaza

Os mais de dois milhões de palestinianos residentes em Gaza têm vivido sob um bloqueio israelo-egípcio desde que o grupo militante Hamas tomou o poder em 2007, e o desemprego e a pobreza são galopantes.

Israel argumenta que os bloqueios são necessários para conter o grupo militante, enquanto os críticos consideram ser uma forma de punição coletiva.

O COGAT, o organismo de defesa israelita encarregado dos assuntos civis palestinianos, disse hoje que mais 3.000 habitantes de Gaza serão autorizados a entrar em Israel para trabalhar, elevando o total de novas licenças recentemente anunciadas para 10.000.

"A decisão de aumentar a quota foi tomada pelo poder político depois de uma avaliação de segurança", disse hoje um porta-voz do COGAT.

As 10.000 pessoas autorizadas a entrar a partir do enclave devem ter prova de vacinação contra a covid-19 ou certificados de recuperação.

Nos últimos meses, Israel tomou medidas como o alargamento da zona de pesca na costa da Faixa de Gaza, facilitando as exportações e permitindo a entrada de materiais de construção.

Israel e o Hamas travaram uma guerra brutal em maio, o quarto grande confronto desde 2008. O movimento islâmico exigiu o abrandamento do bloqueio como parte de um cessar-fogo informal mediado pelo Egito.

O Estado judaico levantou algumas restrições desde o final da guerra de 11 dias, em maio, enquanto alertou que uma flexibilização mais ampla está dependente da continuação da calma.

Metade da população de Gaza vive na pobreza, as viagens para fora do território são fortemente restringidas, a água da torneira é imprópria e os residentes sofrem diariamente cortes de energia que podem durar várias horas.

Quase 40.000 casas foram danificadas ou destruídas na guerra mais recente, de acordo com o Ministério das Obras Públicas.

Dezenas de milhares de palestinianos da Cisjordânia ocupada também trabalham em Israel, onde os salários são muito mais altos, principalmente na construção e agricultura.

Israel deixou de emitir licenças de trabalho aos habitantes de Gaza após a tomada de poder pelo Hamas.

Alguns milhares de empresários seniores mantiveram as autorizações de entrada em Israel e, nos últimos anos, o país tem expandido discretamente esse programa para permitir aos palestinianos de Gaza o trabalho em construção, agricultura e manufatura.

Esta ampliação de autorizações surge num contexto de relativa calma na região, onde quase não se registaram incidentes desde maio, e no contexto de uma nova ronda de negociações, através de mediadores egípcios, com a intenção de gerir uma possível trégua duradoura e troca de prisioneiros.

Leia Também: Milhares de palestinianos tentam obter autorizações de trabalho em Israel

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