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Veteranos alertam sobre influência da extrema-direita entre militares

O presidente da Associação de Veteranos do Exército da Alemanha alerta que a "radicalização política" que se verifica entre alguns grupos de ex-militares alemães que cumpriram missões no Afeganistão deve ser "travada em nome da democracia". 

Veteranos alertam sobre influência da extrema-direita entre militares
Notícias ao Minuto

11:02 - 21/09/21 por Lusa

Mundo Alemanha

Bernard Drescher, tenente-coronel na reserva e presidente nacional da Associação de Veteranos do Exército disse à Lusa que lamenta a falta de interesse dos políticos alemães, em plena campanha eleitoral para as legislativas de domingo, sobre a participação da Alemanha na última guerra no Afeganistão, demonstrando, por outro lado, "séria" preocupação pelo aproveitamento que a extrema-direita está a exercer sobre o assunto. 

A Alemanha participou no conflito afegão com um total de 150 mil efetivos integrados nas forças da Aliança Atlântica, tendo sido a segunda maior força internacional depois dos Estados Unidos.

Drescher alerta que nos últimos anos têm surgido, na Alemanha, vários grupos com "tendências" de extrema-direita, nomeadamente os autodenominados "UNITER e.V.", "NORDKREUZ" e o "Veteran Pool", criado em 2021, e que também inclui ex-militares negacionistas da atual pandemia de coronavirus.

"Encaramos com preocupação estes desenvolvimentos. Estes grupos de extrema-direita encontraram grande potencial para a radicalização entre os veteranos desencantados e que se distanciaram da democracia. Esta situação tem de ser contrariada, por todos os meios", disse Bernhard Drescher.

Como solução para acabar com as ações dos grupos de extrema-direita que se esforçam por captar militares descontentes, Drescher defende um amplo debate nacional sobre as Forças Armadas e sobre a participação do Exército alemão no conflito afegão.

Por outro lado, o responsável pela associação que funciona a nível federal mostra-se favorável à criação de um exército da União Europeia, como um passo importante para o futuro em matéria de Defesa.

"Num mundo 'em rede', a segurança de uma única nação já não pode ser garantida exclusivamente a nível nacional. Por esta razão, mas também, naturalmente, dos nossos interesses europeus comuns, um "exército 'EURO'" pouparia recursos, agregaria forças e simbolizaria a unidade da Europa", diz.

Especificamente sobre o papel do Exército alemão no Afeganistão, o presidente da Associação de Veteranos das Forças Armadas refere que vinte anos de presença militar em território afegão, "incluindo os alemães",?????permitiram que uma geração de jovens afegãos tivessem vivido "uma fase de esperança" e com menos atos de guerra.

"A educação escolar, inclusivamente das mulheres, foi possível. Embora esta fase tenha acabado agora depois da retirada desastrosa dos militares e pelo regresso dos talibãs, continua a existir a esperança de que a educação e a experiência de liberdade desta geração conduzam a mudanças a longo prazo na sociedade afegã. Por isso, a presença dos militares não foi inteiramente em vão", afirma.

Leia Também: Alemanha. Eleitores estão preocupados com economia e emprego

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