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Empresa que intermediou contrato de vacina indiana alvo de buscas

A polícia brasileira cumpriu hoje mandados de busca e apreensão na sede da Precisa Medicamentos, empresa investigada pela comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Senado às ações e omissões do Governo no combate à pandemia de covid-19.

Empresa que intermediou contrato de vacina indiana alvo de buscas
Notícias ao Minuto

14:35 - 17/09/21 por Lusa

Mundo Brasil

A Precisa Medicamentos tornou-se alvo da investigação parlamentar por ter intermediado a aquisição de doses da vacina Covaxin numa negociação firmada entre o Ministério da Saúde do Brasil e a farmacêutica indiana Bharat Biotech.

O contrato foi colocado em causa e acabou cancelado pelo Governo brasileiro em agosto passado, devido a suspeitas de corrupção que envolvem também o Presidente do país, Jair Bolsonaro.

A busca e apreensão na sede da Precisa Medicamentos em duas cidades do estado de São Paulo, Barueri e Itapevi, foi solicitada pela CPI da pandemia e autorizada pelo juiz Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação foi celebrada pelo senador e vice-presidente da investigação parlamentar, Randolfe Rodrigues, que usou a plataforma social Twitter para frisar que a operação "destina-se à apreensão de informações relativas ao contrato entre a Precisa e a Bharat Biotech, assim como todos os documentos relacionados ao contrato".

"A CPI tentou de todas as formas obter essas informações e não logrou êxito. Fez-se necessário, para prosseguimento das apurações, a utilização deste instrumento judicial", acrescentou Rodrigues, numa outra mensagem na mesma rede social.

O contrato para a compra de 20 milhões de doses da Covaxin firmado pelo Brasil e a Bharat Biotech no valor de 1,6 mil milhões de reais (256 milhões de euros) é alvo de investigações da CPI, do Ministério Público Federal, do Tribunal de Contas da União e da Polícia Federal.

Senadores da CPI da pandemia investigam supostas pressões de membros do Governo brasileiro para autorização do imunizante, além das suspeitas de várias irregularidades no contrato.

Um funcionário do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, que também é irmão do deputado Federal Luis Miranda, disse em depoimento à CPI que foi pressionado por superiores a autorizar o pagamento antecipado não previsto em contrato de doses da Covaxin e, suspeitando do negócio, teria junto com o irmão conversado sobre o caso pessoalmente com o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que se prontificou a informar as suspeitas às autoridades, mas nada fez.

Depois de as denúncias de Luis Ricardo Miranda e do irmão terem sido reveladas pela CPI, o chefe de Estado passou a ser alvo de um inquérito por suspeita de ter cometido o crime de prevaricação ao não comunicar à Polícia Federal supostas irregularidades no processo de compra da vacina indiana.

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo ao contabilizar 589.240 vítimas mortais e mais de 21 milhões de casos confirmados de covid-19.

A pandemia de covid-19 matou, até hoje, pelo menos 4.667.150 pessoas no mundo desde o final de dezembro de 2019, segundo um levantamento realizado pela agência France-Presse com base em fontes oficiais.

Mais de 226.967.810 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

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