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Hezbollah leva combustível iraniano para Líbano apesar de embargo

Dezenas de camiões com combustível iraniano chegaram hoje ao Líbano, a primeira de uma série de entregas organizadas pelo grupo xiita Hezbollah, apesar do embargo ao petróleo de Teerão imposto pelos Estados Unidos.

Hezbollah leva combustível iraniano para Líbano apesar de embargo

A entrega por via terrestre através da vizinha Síria viola as sanções dos EUA impostas a Teerão, depois de, em 2018, o ex-Presidente dos EUA Donald Trump ter retirado o seu país do acordo nuclear entre o Irão e vários países.

O carregamento está a ser retratado como uma vitória do Hezbollah, que interveio para fornecer o combustível do seu patrono, o Irão, enquanto o Governo libanês, sem dinheiro, luta contra uma escassez de combustível que paralisou o país.

"Isto é muito importante para nós, porque quebrámos o cerco da América e de países estrangeiros. (...) Estamos a trabalhar com a ajuda de Deus e da nossa grande mãe, o Irão", disse Nabiha Idriss, um apoiante do Hezbollah.

Não houve reações imediatas de oficiais libaneses ou norte-americanos sobre a entrega de combustível iraniano.

A crise do Líbano está enraizada em décadas de corrupção e má gestão pela classe dominante e por um sistema político de base sectária que prospera com clientelismo e nepotismo.

A grave escassez de combustível resultou em cortes de energia incapacitantes, obrigando as pessoas a esperar horas em longas filas em postos de gasolina um pouco por todo o Líbano, incluindo em alguns redutos controlados pelo Hezbollah.

O líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, anunciou no mês passado que o Irão iria enviar combustível ao Líbano para ajudar a aliviar a crise.

O primeiro petroleiro iraniano comissionado pelo Hezbollah chegou ao porto sírio de Baniyas no domingo e o combustível foi descarregado em depósitos sírios antes de ser levado por terra até ao Líbano na quinta-feira.

O Hezbollah, muitas vezes acusado de operar um Estado dentro de um Estado, tem participado na guerra civil na Síria ao lado das forças do Governo, enquanto administra os seus próprios pontos de passagem ao longo da fronteira entre o Líbano e a Síria, longe das passagens de fronteira formais.

Para os críticos, as entregas de combustível iraniano são um símbolo da dissolução do Estado libanês.

Contudo, embora a entrega do combustível tenha sido vista como uma vitória do Hezbollah, este grupo enfrenta crescentes críticas internas, por arrastar cada vez mais o Líbano para a órbita do Irão e por defender os seus aliados políticos que resistem à mudança em vez de pressionar por reformas.

O novo primeiro-ministro do Líbano, Najib Mikati - cujo Governo foi formado na semana passada após um impasse político de 13 meses -, não comentou o acordo do Hezbollah para importar combustível do Irão.

Leia Também: Quatro combatentes do Hezbollah mortos em ataques aéreos israelitas

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