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Tunísia: Ghannouchi examinado após agravamento do estado de saúde

O chefe do partido tunisino Ennahdha, Rached Ghannouchi, foi hoje examinado numa clínica privada após a deterioração do seu estado de saúde, num momento em que a Tunísia atravessa uma crise política após o golpe de força do Presidente.

Tunísia: Ghannouchi examinado após agravamento do estado de saúde
Notícias ao Minuto

23:47 - 31/07/21 por Lusa

Mundo Tunísia

De acordo com a rádio local Mosaique FM, o líder do partido de inspiração islamita Ennahdha, de 80 anos, também presidente do parlamento e segunda figura do Estado, foi internado horas após vários membros da Shura (órgão máximo da direção) terem pedido a sua demissão pela gestão da crise política.

Um dos seus conselheiros, Ahmed Gaaloul, afirmou por sua vez que o veterano dirigente tunisino foi vítima de uma doença sem gravidade. Em 21 de julho, o político teve alta após um internamento de uma semana no hospital militar da capital tunisina na sequência de um teste positivo por coronavírus, apesar de ter recebido em abril as duas doses da vacina chinesa Sinovac.

"Ficou ligeiramente adoentado e dirigiu-se a uma clínica para ser examinado. Após exames, informaram que não há nada de sério", explicou hoje este antigo ministro. "Um médico receitou alguns medicamentos e já regressou a casa".

"Ghannouchi está de momento um pouco fatigado", acrescentou. Após o Presidente Kais Saied ter assumido o poder na Tunísia no domingo e suspendido as atividades do parlamento por 30 dias, o octogenário trabalha "16 a 18 horas por dias", precisou Gaaloul.

A crise política na Tunísia agravou-se após Saied ter invocado a Constituição para assumir plenos poderes e suspender o parlamento. A decisão foi considerada um "golpe de Estado" pelo Ennahdha, a principal força do hemiciclo.

Esta semana, Ghannouchi desdobrou-se em entrevistas a diversos 'media' internacionais, para exigir o "regresso da democracia" na Tunísia, apelar a um diálogo nacional e denunciar as decisões que considera inconstitucionais.

O líder do Ennahdha está atualmente sob pressão. Membro de todas as coligações governamentais desde há dez anos, o seu partido cristaliza o descontentamento de uma larga parte da população, que considera esta formação a principal responsável pelas promessas não cumpridas da revolução de 2011.

Hoje, o diário tunisino La Presse definia o Ennahdha como um partido "abandonado por todos ou quase", que "procura a qualquer preço uma solução para sair do seu estado de isolamento".

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