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EAU enviam 6 iemenitas ex-detidos de Guantánamo de volta ao seu país

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) enviaram seis detidos iemenitas que estiveram inicialmente na base dos EUA em Guantánamo, Cuba, e de seguida no país do Golfo, de regresso ao Iémen, indicaram na quinta-feira familiares e um responsável do Governo.

EAU enviam 6 iemenitas ex-detidos de Guantánamo de volta ao seu país

A transferência ocorreu quando aumentam os receios sobre os perigos que os ex-detidos podem enfrentar no seu país, onde vastas regiões permanecem sem qualquer segurança após anos de guerra civil. Os homens estiveram detidos nos EAU durante anos e sem qual acusação, indicaram as suas famílias.

Segundo um responsável oficial, os seis iemenitas aterraram no início desta semana na província de Hadramawt, leste do Iémen. Os detidos cumpriram um processo de reabilitação nos EAU e vão ser libertados e juntar-se às famílias nas próximas semanas, acrescentou.

O mesmo responsável, que se exprimiu sob anonimato, disse que os homens vão continuar a ser acompanhados pelas forças de segurança do Iémen.

Em 2020, peritos em direitos humanos das Nações Unidas consideraram que o regresso forçado de detidos ao Iémen poderá significar uma violação da lei internacional. Indicaram ainda que os homens podem ser submetidos a tortura e maus-tratos após o regresso ao seu país.

Os seis encontram-se entre 19 homens -- 18 iemenitas e um russo -- detidos no Afeganistão e Paquistão após os ataques do 11 de setembro de 2001. Os 19 permaneceram sob custódia dos EAU entre 2015 e 2017, após os EUA os terem transferido de Guantánamo.

Na sequência desta decisão, 13 homens do grupo original permanecem detidos nos EAU.

O regresso dos iemenitas ocorreu após um marroquino detido há 19 anos em Guantánamo, sem qualquer acusação, ter regressado no início de julho para junto da sua família, no país do norte de África.

Abdullatif Nasser, agora com 56 anos, é o primeiro detido da prisão de Guantánamo a ser transferido para o seu país de origem sob a administração do Presidente dos EUA Joe Biden.

Organizações de direitos humanos definem as detenções no complexo prisional de Guantánamo -- que abriu no decurso do mandato de George W. Bush e na sequência dos ataques da Al-Qaida em 2001 -- como um erro histórico dos Estados Unidos.

Desde o início que surgiram alegações de tortura e de abusos por parte dos tribunais militares instalados no complexo. A administração Bush e apoiantes consideravam o campo, instalado na base naval dos EUA em Cuba, essencial para garantir a vigilância sob os suspeitos de terrorismo e de origem estrangeira.

Cerca de 800 detidos passaram por Guantánamo. Entre os 39 que aí permanecem, 10 foram selecionados para serem transferidos, 17 poderão assistir à revisão do seu processo para uma eventual transferência, outros 10 enfrentam a comissão militar e o respetivo processo, e dois foram condenados, indicou um responsável governamental citado pela agência noticiosa Associated Press.

Os 10 detidos que poderão ser transferidos são originários do Iémen, Paquistão, Tunísia, Argélia e Emirados Árabes Unidos.

Leia Também: Ex-prisioneiro em Guantánamo arrisca tortura se for enviado para a Rússia

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