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Myanmar: ONU acusa junta militar de cometer "crimes contra a Humanidade"

O relator especial da ONU para Myanmar (antiga Birmânia) acusou hoje a junta militar que tomou o poder em fevereiro passado de cometer "crimes contra a Humanidade", tendo pedido à comunidade internacional para acabar com este "pesadelo".

Myanmar: ONU acusa junta militar de cometer "crimes contra a Humanidade"
Notícias ao Minuto

17:09 - 07/07/21 por Lusa

Mundo Myanmar

Numa intervenção diante do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Thomas Andrews denunciou "os ataques generalizados e sistemáticos da junta militar contra a população de Myanmar", atos que, segundo frisou, "são crimes contra a Humanidade".

O perito apontou igualmente "o fracasso da comunidade internacional" em fazer o necessário para acabar com este "reinado de terror", sugerindo medidas que afetem as receitas da junta militar birmanesa.

"Algumas pessoas em Myanmar perderam a esperança de receber apoio da comunidade internacional e procuraram defender-se através da formação de forças de defesa (alternativas) e da realização de atos de sabotagem, enquanto outras traçaram como alvo os colaboradores e os elementos da junta militar", advertiu o perito independente, que é mandatado pelo Conselho de Direitos Humanos, mas que não fala em nome da ONU.

Em março passado, Thomas Andrews já tinha alertado que a junta militar birmanesa estaria a cometer "provavelmente crimes contra a Humanidade" desde que tinha assumido o poder no início de fevereiro.

"Há cada vez mais provas" de que o exército e os seus principais líderes "estão a cometer provavelmente crimes contra a Humanidade, incluindo assassínios, desaparecimentos forçados, perseguições, tortura e prisões em violação das regras fundamentais do Direito Internacional", declarou então o relator.

Desde o golpe de Estado militar de 01 de fevereiro, Myanmar encontra-se numa situação de caos, com a economia paralisada e palco de vários distúrbios fortemente reprimidos.

O exército de Myanmar justificou o golpe de Estado com supostas fraudes eleitorais durante as legislativas de novembro de 2020 cujo resultado deu a vitória à Liga Nacional para a Democracia, força liderada pela ativista e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.

As eleições legislativas foram consideradas legais pelos observadores internacionais.

Na terça-feira, a Alta-Comissária da ONU para os Direitos Humanos, a ex-Presidente chilena Michelle Bachelet, qualificou a evolução da situação política no país como "catastrófica", reconhecendo igualmente que o atual cenário representa um risco para a região.

Segundo a ONU, a repressão da oposição birmanesa já fez perto de 900 mortos e cerca de 200 mil pessoas foram forçadas a fugir de casa e estão deslocadas devido às ações militares em bairros e em localidades daquele país.

Outros milhares de pessoas procuraram refúgio em países vizinhos.

Pelo menos 5.200 pessoas foram detidas de forma arbitrária, incluindo mais de 90 jornalistas, e cerca de uma dezena de meios de comunicação social foram encerrados.

Leia Também: ONU classifica como "catastrófica" a situação em Myanmar

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