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Sánchez defende que concórdia com Catalunha ajuda recuperação económica

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, defendeu hoje, à sua chegada à reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, a sua aposta na "concórdia" com a Catalunha como elemento capital para fazer avançar a recuperação económica.

Sánchez defende que concórdia com Catalunha ajuda recuperação económica
Notícias ao Minuto

15:04 - 24/06/21 por Lusa

Mundo Espanha

Em declarações aos jornalistas, Sánchez também salientou a importância do progresso na vacinação como forma de deixar para trás a pandemia de covid-19 e, consequentemente, conseguir a recuperação económica em toda a União Europeia e, em particular, em Espanha.

Uma recuperação económica na qual disse que a "concórdia" entre os vários partidos políticos e territórios tem muito a ver.

O seu apelo à harmonia e à coexistência tem estado no centro das mensagens que lançou nos últimos dias para justificar a decisão do Governo de conceder indultos aos nove líderes independentistas catalães que estavam na prisão a cumprir penas pelo seu envolvimento na tentativa ilegal de autodeterminação da Catalunha.

Nas suas declarações, não se referiu explicitamente aos indultos ou à situação na Catalunha, mas fê-lo implicitamente, insistindo na ideia de harmonia.

"O mais importante é pedir a todas as forças políticas e também aos territórios, concórdia, porque a concórdia política e territorial fará com que a economia espanhola tenha um relançamento mais forte nos próximos meses e anos", sublinhou.

Fontes do Governo espanhol citadas pela agência Efe disseram que não se espera que Sánchez se refira à sua decisão de perdoar os líderes pró-independência nas sessões da Cimeira Europeia que vai terminar na sexta-feira.

Um assunto diferente é que à margem do Conselho Europeu se possa referir à questão catalã com outros líderes europeus que mostrem o seu interesse pelo tema.

O Conselho de Ministros espanhol aprovou na terça-feira indultos "parciais e reversíveis" a nove políticos catalães envolvidos na tentativa de independência de 2017, pretendendo abrir uma nova etapa de diálogo que se espera ponha fim à crise catalã. Esses políticos foram postos em liberdade na quarta-feira.

A decisão do executivo está longe de ter consenso na sociedade espanhola, com críticas da oposição, que vê os indultos como um "golpe para a democracia", enquanto os apoiantes pró-independência os consideram "insuficientes" e apelam à concessão de uma amnistia.

O Governo minoritário de esquerda espanhol acredita que a concessão dos indultos vai facilitar o diálogo com o executivo independentista da região da Catalunha, que tem o apoio de cerca de metade da população desta comunidade autónoma.

Os políticos catalães que organizaram em 2017 um referendo ilegal sobre a autodeterminação da região foram julgados em 2019 e estavam a cumprir penas que iam de nove até um máximo de 13 anos de prisão pelos crimes de sedição (contestação coletiva contra a autoridade) e desvio de fundos públicos.

Leia Também: Direita acusa Sánchez de dar "golpe de misericórdia na legalidade"

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