Meteorologia

  • 23 JUNHO 2021
Tempo
20º
MIN 15º MÁX 27º

Edição

Mali: Presidente nomeia executivo com postos-chave ocupados por militares

O novo Presidente de transição do Mali, coronel Assimi Goita, nomeou hoje os membros de um novo Governo, em que os militares ocupam postos-chave, como Defesa, Segurança e Reconciliação Nacional, anunciou o secretário presidencial, Ali Coulibaly, na televisão nacional.

Mali: Presidente nomeia executivo com postos-chave ocupados por militares
Notícias ao Minuto

19:18 - 11/06/21 por Lusa

Mundo Mali

Sadio Camara, um dos líderes do golpe de agosto de 2020, recupera a pasta da Defesa, segundo o decreto presidencial. A sua expulsão do Governo no final de maio pelo antigo Presidente Bah Ndaw é considerada como um dos elementos que desencadeou o segundo golpe no espaço de nove meses encabeçado por Goita.

Isamel Wagué, outro líder do golpe de agosto do ano passado, mantém a sua pasta da Reconciliação Nacional, noticiou a agência France-Presse.

Já Ibrahima Ikassa Maiga, um membro proeminente do Movimento 05 de Junho (M5/RFP), um coletivo de opositores, religiosos e sociedade civil, foi nomeado para o Ministério da Refundação do Estado.

Ikassa Maiga entra neste novo Governo que é considerado pelo primeiro-ministro, Choguel Kokalla Maiga, também do M5/RFP, como "aberto" e "inclusivo".

Kokalla Maiga faz parte do comité estratégico do M5/RFP e é também membro do gabinete político do partido político do antigo principal opositor Soumaïla Cissé, que morreu em dezembro, o URD.

O ministro Abdoulaye Diop, que integrou o Governo sob o Presidente Ibrahim Boubacar Keita, derrubado em 18 de agosto de 2020 por militares, regressa ao cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros.

O novo executivo é composto por 28 membros: 25 ministros e três vice-ministros.

O Mali, foco central do 'jihadismo' na região do Sahel, foi cenário de duas tomadas do poder em nove meses por parte de Assimi Goita e do seu grupo de coronéis.

No primeiro golpe, em 18 de agosto de 2020, os militares derrubaram o então Presidente Ibrahim Boubacar Keita, enfraquecido por meses de protestos liderados pelo M5/RFP.

Sob pressão internacional, a junta militar que assumiu na altura o poder comprometeu-se a um período de transição limitado a 18 meses e liderado por civis.

Em 24 de maio, porém, o coronel Goita, que se manteve sempre como o verdadeiro homem forte do Governo de transição, deitou por terra o anterior compromisso e mandou prender o Presidente interino e o primeiro-ministro transitório, ambos civis.

Desde então, o oficial assumiu-se como Presidente interino, uma decisão caucionada pelo Tribunal Constitucional do país, que empossou Goita na segunda-feira.

Leia Também: Assimi Goita toma posse no Mali e garante que irá "honrar compromissos"

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Quinto ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório