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Palestina avisa que não haverá paz enquanto durar a ocupação israelita

O ministro dos Negócios Estrangeiros palestiniano, Riyad al Maliki, juntamente com os homólogos de vários países árabes, avisou hoje que não haverá paz no Médio Oriente enquanto a ocupação de Israel dos territórios palestinianos não terminar.

Palestina avisa que não haverá paz enquanto durar a ocupação israelita

Al Maliki e os chefes da diplomacia do Qatar, Jordânia e Argélia, entre outros, pediram hoje mais pressão sobre Israel para parar a sua campanha ofensiva em Gaza e abordaram a crise entre israelitas e palestinianos face à inação do Conselho de Segurança.

"Israel, com as suas armas mais avançadas, está a atacar famílias enquanto dormem para semear as sementes do terror entre o nosso povo. Não está a fingir que se trata de erros, nem está a pedir desculpa. Está a reafirmar que é seu direito cometer estes crimes, matar pessoas inocentes, e está a culpar a vítima", denunciou o ministro palestiniano.

Al Maliki também atacou os países, como os EUA, que dizem que Israel tem o direito de se defender contra os foguetes disparados de Gaza, afirmando que "Israel é uma potência colonizadora" e que está a "perseguir" o povo palestiniano.

"Israel pergunta-lhes o que fariam se houvesse mísseis a atacar as suas cidades, mas Israel esquece que a ocupação é a causa raiz da violência. Pergunto-lhes, o que fariam se o seu território fosse ocupado, se o seu povo fosse deslocado, morto, detido e perseguido?", sublinhou Al Maliki, que denunciou a existência de um "genocídio contra famílias palestinianas inteiras".

Vários países árabes, juntamente com a Palestina, promoveram a convocação de uma reunião hoje, o evento de mais alto nível a ser realizado presencialmente na Assembleia-Geral das Nações Unidas desde a pandemia de covid-19.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Jordânia, Ayman Safadi, reiterou que o conflito não terminará enquanto não houver um fim da ocupação e acrescentou que Israel não pode viver em segurança enquanto não existir um ambiente seguro para os palestinianos.

"A questão palestiniana só pode ser resolvida abordando as causas do conflito, especialmente pondo fim à ocupação dos territórios palestinianos e permitindo aos palestinianos exercer o seu direito inalienável à autodeterminação e estabelecer um Estado independente, com Jerusalém como capital", defendeu o chefe da diplomacia da Argélia, Sabri Boukadoum, que falou em nome da Liga Árabe.

Boukadoum revelou que os países árabes querem que a Assembleia Geral da ONU tome "medidas práticas para alcançar uma cessação total da violência contra os palestinianos" e que utilize "todos os instrumentos disponíveis para os proteger e aos locais sagrados".

No entanto, de acordo com fontes diplomáticas, não sairá nenhuma iniciativa ou texto concreto da reunião hoje.

Até agora, o Conselho de Segurança - que é o órgão com o poder mais eficaz nas Nações Unidas - tem permanecido em silêncio sobre a crise, enquanto os Estados Unidos já declaram e apelam ao fim do conflito armado.

Washington, que apoia Israel mas argumenta que está a trabalhar diplomaticamente para parar os combates, tem defendido repetidamente que uma declaração do Conselho seria contraproducente neste momento.

Leia Também: Faixa de Gaza. Amnistia pede à ONU para apurar responsabilidades

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