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Israel acusa mulher espanhola de ajudar grupo palestiniano banido

As autoridades de Israel acusaram hoje uma mulher espanhola de financiamento do terrorismo e outros crimes por alegadamente ajudar a canalizar grandes somas de doações de governos europeus para um grupo palestiniano considerado terrorista.

Israel acusa mulher espanhola de ajudar grupo palestiniano banido

Juana Ruiz Sánchez foi acusada num tribunal militar na Cisjordânia, em resultado de mais de um ano de investigação sobre o financiamento da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), considerada uma organização terrorista por Israel, Estados Unidos, Canadá e União Europeia.

Cidadã espanhola e residente na Cisjordânia, Ruiz, 62 anos, trabalhou nos Comités de Trabalho para a Saúde, uma organização não-governamental palestiniana que disponibiliza serviços médicos no território.

Foi indiciada por crimes de financiamento de terrorismo, entre outras acusações.

Segundo o Shin Bet, o serviço de segurança interna israelita, o contabilista principal da ONG, o ex-contabilista e o ex-gerente do departamento de compras devem ser acusados de crimes semelhantes nos próximos dias.

Ruiz estava detida sem acusação desde que as autoridades israelitas a foram buscar a casa, perto de Belém, no passado dia 13 de abril.

Madrid forneceu-lhe apoio consular e o vice-cônsul-geral de Espanha acompanhou-a durante as audiências no tribunal, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol num comunicado enviado à agência noticiosa norte-americana Associated Press.

A FPLP, de ideologia marxista-leninista, realizou desvios de aviões nos anos 1970 e vários outros ataques a civis israelitas, incluindo o assassínio em 2001 do ministro do Turismo de Israel Rehavam Zeevi.

A organização integra a Organização de Libertação da Palestina, o principal movimento nacional palestiniano.

O Shin Bet começou a investigar as finanças da FPLP após um ataque do grupo em agosto de 2019 na Cisjordânia, que causou a morte de uma rapariga de 17 anos e deixou feridos o irmão e o pai, disse um responsável israelita, que não quis ser identificado.

A investigação revelou que pelo menos sete organizações humanitárias palestinianas tinham canalizado para a FPLP dezenas de milhões de euros doados por governos europeus e organizações com fins humanitários.

Segundo a mesma fonte, além dos Comités de Trabalho para a Saúde, os Comités de Trabalho Agrícola e a Addameer, de apoio a prisioneiros, entre outros, "agiram sob a liderança da FPLP e de acordo com as diretivas da organização, como cobertura para a promoção e financiamento das atividades da FPLP".

"Dinheiro de governos europeus ajudou a construir esta organização", disse.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel pediu aos governos europeus para aumentarem a supervisão das doações a organizações palestinianas, para garantir que elas não financiem grupos proibidos pela UE.

A AP refere que a missão diplomática da União em Israel ainda não respondeu a um pedido de comentário.

Leia Também: Multidão em funeral de jovem israelita morto em ataque palestiniano

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